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Angola/Eleições: José Eduardo Santos foi ator importante na estabilidade política são-tomense -- PM

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/08/2017 Administrator

São Tomé, 19 ago (Lusa) -O primeiro-ministro são-tomense considera José Eduardo dos Santos "um ator bastante importante com uma grande influência na busca permanente do entendimento entre os são-tomenses e na estabilidade política em São Tomé e Príncipe".

"No que respeita as relações bilaterais entre São Tomé e Príncipe e Angola foi um ator bastante importante com uma grande influência, sobretudo na busca sempre permanente do entendimento entre os são-tomenses e na busca, por conseguinte, da estabilidade política em São Tomé e Príncipe", disse Patrice Trovoada, referindo-se ao Presidente de Angola que deixa o cargo ao fim de quase 38 anos no poder depois das eleições gerais de 23 de agosto.

Por isso, a sua saída da vida política ativa reapresenta para o chefe do governo são-tomense "um momento bastante especial".

Patrice Trovoada não acredita que sem José Eduardo dos Santos no poder haja maior dificuldade no relacionamento entre São Tomé e Príncipe e Angola pois "sempre se trabalhou nessa perspetiva de consolidar as relações estado a estado, embora tenha havido uma evolução do contexto político".

"José Eduardo dos Santos, que conduziu os destinos do país durante algumas décadas, sempre trabalhou nessa perspetiva de consolidar as relações estado a estado, embora houve uma evolução do contexto político", explicou o primeiro-ministro são-tomense.

"Todos nós passámos de regimes monopartidários para regimes democráticos com o pluralismo de partidos, mas ele sempre procurou desenvolver as relações estado a estado, sem interferência das relações partidárias", acrescentou o governante são-tomense, eleito pela Ação Democrática Independente, partido que lutou pela democracia em São Tomé e Príncipe.

Patrice Trovoada lembra ainda que José Eduardo dos Santos "sempre tentou aproximar as partes em São Tomé e Príncipe, opinando e fazendo opinar os diferentes quadrantes políticos são-tomenses quanto a necessidade que haja, de facto, a estabilidade politica para haver o desenvolvimento".

Do ponto de vista da evolução das relações mais económicas do que políticas, José Eduardo dos Santos também teve "uma grande influência".

"Quando estive no governo em 2010 nós inauguramos um momento em que o investimento no domínio económico por parte angolana, sobretudo da [petrolífera estatal] Sonangol foi bastante visível em São Tomé e Príncipe", lembra.

Confrontado com a questão de que o exemplo de José Eduardo dos Santos de sair voluntariamente da política ativa deve ser seguido por outros países do continente africano depois de muito tempo de permanência no poder Trovoada diz que "o importante é que as alternâncias se façam de uma maneira democrática, transparente, credível".

"Agora qual é o momento para alternância? é sobretudo, se estamos em Democracia, que se deixa o povo decidir", disse Patrice Trovoada que prefere não comentar a limitação de mandatos dos governantes de outros países.

"Cada país cada contexto, e cabe a nós, sobretudo países africanos, comunidade internacional defendermos em primeiro lugar o principio de que haja sempre eleições e que as eleições sejam justas, transparentes e que se continue a consolidar as instituições democráticas em África", defendeu.

As eleições de quarta-feira em Angola marcam a saída da Presidência de José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979, um dos líderes há mais tempo na chefia de Estado em África.

Ao longo das quase quatro décadas no poder, José Eduardos dos Santos combateu a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), com quem celebrou a paz em 2002, integrando os quadros do partido nas fileiras do Estado.

Os últimos anos foram marcadas por várias tentativas de diversificação da economia do país mas também por acusações violações de direitos humanos, perseguição a opositores e nepotismo e corrupção, favorecendo próximos e familiares sem permitir uma redistribuição da riqueza.

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