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Angola/Eleições: MPLA garante que tem maioria qualificada com mais de 147 deputados

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/08/2017 Administrator

O secretário do Bureau Político do MPLA para as questões políticas e eleitorais, João Martins, afirmou hoje que a contagem eleitoral que o partido está a fazer confirma a eleição acima de 147 deputados e uma maioria parlamentar qualificada.

"Esta manhã, quando nós consolidamos a apreciação dos dados, tal como esclarecemos, tínhamos a certeza que iremos ter no parlamento acima dos 147 deputados, que configura a maioria qualificada de dois terços", explicou o responsável, numa declaração aos jornalistas na sede nacional do partido, pelas 20:00 (mesma hora em Lisboa).

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) está na frente da contagem das eleições gerais angolanas, com 64,57% dos votos, abaixo da maioria qualificada, mas ainda com um terço das mesas de voto por escrutinar, indicam números provisórios divulgados hoje pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

As eleições gerais de quarta-feira servem para a eleição direta de 220 deputados à Assembleia Nacional e indireta do Presidente e do vice-Presidente da República.

De acordo com os totais nacionais provisórios anunciados em Luanda pela porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, com 16.692 mesas escrutinadas (65,53% do total) até ao momento, e 5.938.853 (63,74%) de votos contabilizados, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) lidera a contagem com 2.802.206 votos (64,57%).

Este resultado está para já ligeiramente abaixo do objetivo da maioria qualificada traçada pelo MPLA, partido no poder em Angola desde 1975.

Na segunda posição surge a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), com 1.043.255 votos (24,04%) e depois a Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), com 371.724 votos (8,56%).

No entanto, as duas principais forças da oposição já anunciaram que têm dados diferentes, da contagem paralela que estão a realizar, com recurso às atas síntese enviadas pelos respetivos delegados de lista, duvidando dos resultados preliminares apresentados pela CNE.

Para João Martins, o MPLA "estranha" estas reações logo na divulgação dos primeiros resultados, ao mesmo tempo que recorda que o que está a correr em 2017 é semelhante ao vivido em eleições anteriores, por parte das mesmas forças políticas.

"Com a compilação que cada força politica fizer das atas que tem na sua posse, poderá facilmente, no âmbito de um contencioso eleitoral e nunca em conferências de imprensa, em atitudes de arrogância e até de ameaças a instituições, particularmente da CNE, fazer esse tipo de reclamação", afirmou João Martins.

"Porque a legislação eleitoral tem um contencioso específico e é sobre ele que o partido deve incidir as suas reclamações, as suas queixas, em face dos elementos de prova que tenha e que possa sustentar", acrescentou, garantindo que o MPLA está a acompanhar a divulgação dos resultados provisórios com "naturalidade".

Os dados provisórios da CNE apontam, para já, para uma quebra na votação do MPLA em algumas províncias, face às eleições de 2012, situação que o partido admite analisar após divulgação dos dados oficiais.

"As praças tradicionais do MPLA que desde 1992 nos têm brindado com maiorias qualificadas mantiveram a tradição. É natural que em uma ou outra província tenha havido uma evolução diferente, não apenas por força do desempenho das forças políticas contendoras, mas também se calhar pelo desempenho que nós tivemos nessas províncias neste período", disse.

Acrescentou que a confirmar-se essa quebra de votação nas províncias será "objeto de avaliação no final de todo este processo".

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