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Angola/Eleições: Samakuva acusa MPLA de mentir quando diz que votar UNITA significa guerra

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/08/2017 Administrator

O cabeça-de-lista da UNITA às eleições gerais angolanas de quarta-feira, Isaías Samakuva, acusou hoje o MPLA de usar militares para intimidar os eleitores das aldeias, ao "espalharem a mentira" de que se votarem na UNITA regressará a guerra.

"Por toda Angola estão a dizer-vos que se votarem na UNITA vai haver guerra. Há grupos, ora de militares ora de civis, a andar pelas aldeias a intimidar o povo. Quem quer fazer mais guerra neste país? Eu estou a dizer que só quem não é angolano vai querer fazer mais guerra aqui", disse Isaías Samakuva no comício de encerramento de campanha do seu partido, no campo da Feira Internacional de Luanda (FILDA), no município do Cazenga, arredores de Luanda.

Para Samakuva, esse "desespero" deve-se ao apoio popular da UNITA, que disse ter testemunhado em campanha, "durante todo o mês de agosto".

"O povo angolano aderiu de uma forma vasta e profunda [às ideias do programa da UNITA]. Nós não temos dúvidas: o povo angolano, conduzido pela UNITA, já ganhou", realçou.

"Então estão a contar-vos muitas mentiras, muitas histórias, a intimidar-vos. Tenham atenção", alertou o presidente da UNITA, ladeado no palco pela estrutura da UNITA - o vice-presidente Raul Danda, o secretário-geral Franco Marcolino Nhany, e Rafael Massanga Savimbi, o filho do líder histórico do partido, Jonas Savimbi.

Dirigindo-se diretamente ao público, Isaías Samakuva disse que "os filhos de Angola, os angolanos" já não querem mais a guerra.

"Ninguém mais quer guerra aqui, não é verdade? Então, como os que querem fazer guerra não são angolanos, nós estamos a pedir-lhes: querem fazer guerra, vão lá para a vossa terra, vão fazê-la para longe, com os seus filhos. Aqui não, não mais", disse o cabeça de lista do partido do "galo negro", perante os aplausos do público.

Pelo contrário, contrapôs Samakuva, a UNITA quer "consolidar a paz", deseja "estabilidade e progresso".

"É isso que queremos para o nosso país. Portanto isso é só intimidação. Que ninguém aceite", apelou.

Também aludiu a "outras mentiras", como a existência de vigilância nas cabines de voto. "Estão a dizer 'cuidado, vocês votem mesmo no MPLA [partido no poder desde 1975], porque se votarem no outro há uma máquina fotográfica escondida que está a ver".

"E que se votarem na UNITA, a fotografia vai denunciar. Também é mentira. Não há fotografia nenhuma. Quando você está na cabina de voto está sozinho", salientou.

Também desmentiu que a UNITA pretenda despedir os funcionários públicos e os militares caso seja eleita.

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