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Angola/Eleições: UNITA crítica MPLA pelo regresso ao discurso da guerra

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/08/2017 Administrator

A UNITA apelou hoje à "sabedoria" dos eleitores para que "ideias do passado e discursos caducos", sobre a guerra, não inviabilizem o voto no maior partido da oposição angolana nas eleições gerais de 23 de agosto.

O apelo consta do comunicado saído da reunião do secretariado executivo do Comité Permanente da Comissão Política da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), para analisar a evolução da campanha eleitoral.

O partido sublinha a satisfação relativamente à existência, diz, de um grande interesse do eleitorado angolano pela oportunidade que se abre nestas eleições para "uma mudança real em Angola" e também que a grande maioria das forças concorrentes "tem pautado a sua conduta nos marcos da lei e da civilidade, evidenciando respeito pela diferença".

Por outro lado, a UNITA manifestou "bastante apreensão e indignação" o facto de os órgãos de comunicação social públicos terem agravado a sua "postura discriminatória", no tratamento desigual às candidaturas, "favorecendo vergonhosamente o partido-Estado, numa clara violação da Constituição e da lei".

Num comício realizado terça-feira, na província do Bié, uma das mais afetadas pelos quase 30 anos de guerra civil, o cabeça-de-lista do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) às eleições gerais, João Lourenço, sem citar nomes e deixando a identificação para os militantes, recordou que o país já teve num passado recente um potencial de indústrias, no entanto, destruídas em tempo de guerra.

"Aqueles que destruíram a indústria e, consequentemente, destruíram os postos de trabalho que a indústria oferecia são os mesmos que hoje vêm dizer que a juventude não tem emprego", acusou.

Já a UNITA afirma lamentar o retorno do MPLA ao discurso da guerra, "com a intenção clara de atiçar ódios, que os angolanos enterraram desde 2002, demonstrativo de que os atos de intolerância que estão a decorrer um pouco por todo o país não são factos isolados".

A reclamação vai ainda para a alegada persistência de supostos "atos de coação, sequestro do eleitor e de corrupção eleitoral, praticados e publicitados em todo o país pelo candidato do MPLA, perante a passividade e omissão da Comissão Nacional Eleitoral".

A preocupação da UNITA é igualmente pelo "facto de o MPLA ter decidido agora enveredar, mais uma vez, por assassinatos seletivos de cidadãos, por motivos políticos, pela violência física e verbal, assim como outras formas de intimidação do eleitor, com vista a alterar o clima de paz e de tranquilidade em que até aqui se vem desenvolvendo a campanha eleitoral.

Face à situação, a UNITA apela ao povo angolano a "não ceder a provocações", "a usar da sabedoria" para "não permitir que ideias do passado, discursos caducos e os interesses instalados de corrupção inviabilizem a instauração do Governo Inclusivo e Participativo".

Às forças de defesa e segurança, a UNITA recorda que a sua "missão fundamental é a defesa da ordem constitucional estabelecida", tendo apelado à Comissão Nacional Eleitoral que firme a sua independência institucional "de forma a assegurar, de modo efetivo, a igualdade de oportunidade e de tratamento das diversas candidaturas".

Angola vai realizar eleições gerais a 23 de agosto deste ano, com seis formações políticas concorrentes - MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA e APN - contando com 9.317.294 eleitores em condições de votar.

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