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Angola/Eleições: UNITA declara que não vai legitimar instituições saídas de atos ilegais

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/09/2017 Administrator

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) declarou hoje que não vai legitimar instituições resultantes de atos "que violam flagrantemente a Constituição e a lei", mas apenas dentro "dos marcos da lei".

Numa declaração, lida pelo porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, o maior partido da oposição angolana reagia aos resultados das eleições gerais de 23 de agosto, divulgados na quarta-feira pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que confirmaram João Lourenço como novo Presidente de Angola e o partido MPLA vencedor, com 61,07% dos votos.

O documento refere que a UNITA, que nestas eleições obteve 1,81 milhões de votos (26,67%) e conseguiu 51 deputados, vai recorrer aos tribunais e a outras formas de luta democrática para defender a democracia e a soberania popular.

O partido histórico angolano reiterou a sua disponibilidade para continuar a servir como "estuário da democracia e da verdade eleitoral na República de Angola", apelando aos seus membros, militantes, simpatizantes e amigos a "acompanharem a evolução da situação com calma e serenidade".

Na declaração são enumeradas várias supostas irregularidades que se registaram durante o processo eleitoral, nomeadamente as dificuldades na credenciação dos delegados de lista, o tratamento desigual e discriminatório das diversas candidaturas nos meios de comunicação social públicos, favorecendo "clara e inequivocamente o candidato do partido Estado", a acentuada parcialidade e falta de isenção e transparência no funcionamento dos órgãos da CNE e conduta dos seus membros, entre outras.

Após a leitura do documento, o líder da UNITA, Isaías Samakuva, agradeceu o apoio e mensagens de encorajamento, que tem recebido durante os últimos dias, que considerou "uma curva apertada".

Isaías Samakuva apelou à união "em momentos difíceis como estes", e que os angolanos se mantenham calmos e serenos, "mas também lúcidos".

"Para que não nos precipitemos na tomada de decisões que temos de fazer, mas também não incorramos em situações, atos, que depois podem ainda provocar situações mais difíceis do que aquelas que estamos a viver agora", disse.

O líder da UNITA pediu igualmente que os angolanos continuem a confiar no partido, porque a formação política não vai permitir que o país continue a viver com situações ilegais.

Acrescentou que tem estado em contacto com os outros partidos na oposição, sublinhando que há convergência no que pretendem fazer.

"Esperamos, por conseguinte, que as forças na oposição, as forças que buscam a liberdade do nosso povo, continuem unidas lá onde estiverem, porque só unidos venceremos", disse.

Isaías Samakuva exortou aos militantes do partido a evitarem provocações e a manterem um comportamento exemplar e confiança na direção da UNITA.

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