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Angola mais do que duplica saldo positivo da balança comercial

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/10/2017 Administrator

A balança comercial angolana registou um saldo positivo, superior a 4,4 mil milhões de euros, no primeiro trimestre de 2017, um crescimento de 111% face ao mesmo período do ano anterior, então afetado pela crise nas exportações petrolíferas.

De acordo com o documento estatístico do comércio externo do primeiro trimestre, do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, ao qual a Lusa teve hoje acesso, as importações angolanas aumentaram, em termos homólogos, 7,8%, para 502,4 mil milhões de kwanzas (2.560 milhões de euros).

Contudo, face ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2016), as compras angolanos até diminuíram, o equivalente a 2,4%, segundo o mesmo relatório do INE.

Já as exportações, essencialmente de petróleo, chegaram (em valor) aos 1,371 biliões de kwanzas (sete mil milhões de euros) entre janeiro e março, um aumento de 56,2% em termos homólogos e um crescimento de 7,1% face ao último trimestre de 2016.

O saldo da balança comercial do primeiro trimestre de 2017, positivo em 868,6 mil milhões de kwanzas (4.430 milhões de euros), mais do duplicando face aos três primeiros meses de 2016, influenciado pela recuperação da cotação internacional do barril de crude.

Só em combustíveis, Angola exportou nos primeiros três meses do ano um total de 1,307 biliões de kwanzas (6.670 milhões de euros), equivalente a 95,3% do total, sendo os restantes produtos, entre diamantes, alimentos, madeiras ou têxteis.

O país vive desde finais de 2014 uma profunda crise financeira, económica e cambial, decorrente da quebra da cotação internacional do barril de crude, com consequências na quantidade de exportações e importações, neste caso por falta de divisas.

Angola chegou a vender cada barril de petróleo, no primeiro trimestre de 2016, a cerca de 30 dólares, quando no mesmo período de 2014 esse valor era superior a 100 dólares.

Máquinas, equipamentos e aparelhos continuam a ser os produtos mais importados por Angola, que aumentaram neste trimestre 14,8%, para 143,8 mil milhões de kwanzas (735 milhões de euros), enquanto em produtos agrícolas o país comprou o equivalente a 69.806 milhões de kwanzas (356 milhões de euros) em três meses, além de 30.271 milhões de kwanzas (155 milhões de euros) em alimentos.

Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo de África, mas ainda teve de importar 4.917 milhões de kwanzas (25 milhões de euros) em combustíveis no mesmo período, uma quebra superior a 75%, face ao primeiro trimestre de 2016.

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