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Ano letivo: Colégio Verde Água abre portas ao ensino básico com apoio financeiro dos pais

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/09/2017 Administrator

O Colégio Verde Água, em Mafra, abriu na segunda-feira as portas pela primeira vez a alunos do ensino básico, num projeto apoiado financeiramente pelos pais, que quiseram garantir uma "educação de excelência" aos seus filhos.

Pai de duas meninas, uma a estrear-se no 5.ºano e a outra ainda no jardim-de-infância, Ricardo Ramos e a mulher foram um dos quatro casais que ofereceram as suas poupanças a um projeto no qual querem ver as suas filhas continuarem.

"Todos os pais querem dar o melhor para os seus filhos e nós decidimos que o melhor era investir na educação. Investi as minhas poupanças neste projeto, que é um projeto de vida", contou à agência Lusa.

Ricardo Ramos reconheceu que há outras escolas, no concelho até, com elevada qualidade, mas não com o modelo de educação que queriam para os filhos.

"Estávamos muito satisfeitos com o que já existia (na creche e jardim-de-infância) e quisemos continuar o projeto para dar a melhor educação possível aos nossos filhos. Não têm era a direção que queríamos. Acho que, como em tudo, queremos fazer diferente e, por isso, seguimos o nosso caminho", sublinhou.

O investimento que coube aos pais variou "consoante as possibilidades", sendo que o principal papel foi o de "pressionar" a direção para dar continuidade à escola.

João Gavilan, diretor do Colégio Verde Água em creche e jardim-de-infância há nove anos, cedeu à pressão e, uma vez apoiado pelos pais, decidiu alargar então o ensino. Ao todo, o investimento na escola foi de 2,5 milhões de euros.

"Dá-nos mais responsabilidade, porque não é um projeto só nosso, porque tem de responder aos anseios e exigências de qualidade dos pais, além da responsabilidade financeira de gerir o projeto, para que todos os investidores sentirem que foi um bom investimento e há de haver retorno financeiro", afirmou.

Ter um conjunto de pais a "fazer pressão" para que a escola alargue o ensino é, para o diretor, sinal de "confiança".

"Confiança no projeto educativo, nos resultados que temos conseguido atingir e a confiança que os pais depositam em mim para avançar com um montante de investimento - ainda que seja eu o investidor principal - e reunir essa confiança é hoje em dia, do ponto de vista do ego, muito satisfatório", acrescentou.

Perante o "peso da responsabilidade", João Gavilan promete: "Eles sabem que não os vamos deixar ficar mal e, com muita ética e vontade, vamos desenvolver um conceito que já era inovador e com os resultados que estão à vista".

Com vagas para 250 alunos, pretendendo-se chegar ao terceiro ciclo, o Colégio tem a funcionar, para já, apenas o primeiro e segundo ciclo, com 50% das vagas preenchidas.

Além do programa curricular, no Colégio desenvolvem-se também outras atividades, ligadas à arte, desporto e línguas, num ensino que se enquadra, segundo o diretor, na metodologia da escola moderna.

"A ideia é que seja 'all in one' (tudo num só), ou seja, evitar que os pais tenham de andar de um lado para o outro para ir buscar aos filhos às diferentes atividades. Queremos que tudo fique aqui concentrado", explicou.

As instalações têm 14.000 metros quadrados e o corpo docente e não docente ultrapassa as 30 pessoas.

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