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António Guterres alerta para os "desafios graves" que o mundo enfrenta

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou hoje para os "desafios graves" que o mundo enfrenta, afirmando que existem os "instrumentos e recursos necessários" para os vencer.

"O mundo enfrenta desafios graves. Um aumento dos conflitos e das desigualdades, condições meteorológicas extremas e elevados níveis de intolerância", afirmou António Guterres numa mensagem em vídeo enviada à imprensa.

"Nós temos os instrumentos e os recursos necessários para vencer esses desafios", sublinhou contudo António Guterres, acrescentando que é preciso "vontade política para o fazer".

As declarações surgem no âmbito do 72º aniversário da ONU, e numa altura em que António Guterres se vai deslocar à República Centro-Africana numa visita de quatro dias para homenagear os militares e civis que lutam pela manutenção da paz em todo o mundo.

O secretário-geral da ONU destacou ainda as armas nucleares entre os desafios mundiais, considerando-as como ameaças à segurança.

Para o líder das Nações Unidas, os problemas do mundo "transcendem fronteiras" e a solução passa por superar as diferenças entre os povos para transformar o futuro.

"Quando os direitos humanos e a dignidade humana forem uma realidade para todos, seremos capazes de construir um mundo em paz, sustentável e justo", referiu António Guterres.

No dia em que a ONU comemora 72 anos de vida, o secretário-geral da ONU apela aos povos para que façam da sua visão, "uma realidade".

De acordo com dados das Nações Unidas, desde o início do ano morreram 67 pessoas em missões de paz da ONU, 12 das quais na República Centro-Africana.

O aumento da violência e a deterioração das condições humanitárias levou à duplicação do número de deslocados no país, que já ultrapassa os 600 mil.

O número de refugiados nos países vizinhos também duplicou e já atingiu meio milhão.

Portugal participa na Missão Integrada Multidimensional de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA) com 160 militares, a maioria comandos, desde o início deste ano.

O conflito na República Centro-Africana eclodiu após o afastamento do poder, em 2013, do então Presidente, François Bozizé, pelas milícias Seleka, que pretendiam defender a minoria muçulmana, desencadeando uma contraofensiva dos anti-Balaka, maioritariamente cristãos.

Uma quinzena de grupos armados combate atualmente pelo controlo dos recursos naturais, como diamantes e ouro.

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