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Antigo PM guineense Artur Sanhá alerta para "servilismo tóxico" no PRS

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/10/2017 Administrator

Artur Sanhá, candidato derrotado no último congresso do Partido da Renovação Social (PRS), segunda maior força no Parlamento da Guiné-Bissau, denunciou hoje "o servilismo tóxico" à volta do líder do partido, Alberto Nambeia.

Em conferência de imprensa na sede do PRS, em Bissau, o antigo primeiro-ministro afirmou estar a alertar o partido para o "perigo que aí vem".

"O mesmo servilismo contagioso e tóxico que certas pessoas fizeram com o Presidente (João Bernardo) 'Nino' Vieira e com o Presidente Kumaba Ialá é o mesmo que estão a fazer de novo com o Alberto Nambeia", observou Sanhá, sem apontar nomes.

O candidato derrotado na corrida à liderança do PRS considerou existir no seio do partido pessoas "que ficam do lado do chefe apenas para o informarem com mentiras", colocando em causa a honra e dignidade dos outros.

"Cuidado com essa prática, porque isso tem consequências desastrosas para o partido", avisou Artur Sanhá, antigo primeiro-ministro guineense, para salientar ser pela coesão do PRS e de todos os partidos.

"Não sou esfaimado para ser ministro. Por três vezes fui convidado para ser ministro mas recusei", afirmou para observar que o PRS "está contaminado" de indivíduos que "só sabem espalhar a calúnia".

"Contaram tantas mentiras a meu respeito, antes do congresso, ao ponto de dizerem que recebi 400 milhões de francos CFA do Domingos Simões Pereira para estragar o PRS", indicou Artur Sanhá, referindo-se ao ex-primeiro-ministro e atual líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido mais votado e com maior representação parlamentar.

O dirigente convidou os seus detratores "a pararem com as manobras", porque, disse, caso persistirem estão a empurrá-lo para se revoltar.

"Se um dia me revoltar vai ser mau para todos", frisou.

Artur Sanhá disse ser falso que tenha sido convidado e recusado o cargo de primeiro vice-presidente do partido, já que desde o final do congresso, no dia 30 de setembro, nunca mais falou com o presidente eleito, Alberto Nambeia.

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