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APED aposta na cooperação com fileira da batata

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/08/2017 Administrator

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) defendeu hoje que as práticas colaborativas entre a distribuição e a fileira da batata são essenciais para a reorganização do setor, tornando-o mais competitivo e eficiente.

Em declarações à Lusa, a diretora-geral da APED, Ana Isabel Trigo de Morais, explicou que a associação "aposta na cooperação com a fileira da batata", que atravessa "um problema conjuntural" de excesso de oferta no mercado nacional.

No curto prazo, diz a diretora-geral da APED, a estratégia para dar resposta ao atual contexto de excesso de batata e dificuldade de escoamento no mercado interno e externo, nomeadamente para Espanha e França, "onde a conjuntura é semelhante", passa por "chamar a atenção do consumidor para a qualidade da batata nacional".

"A batata nacional prima pela sua qualidade e características únicas, pelo que, por isso mesmo, tem estado sempre presente, e continuará a estar, entre a oferta disponibilizada pelos operadores do setor da distribuição aos consumidores", reforçou a responsável, lembrando ainda que serão efetuadas "ações promocionais e de destaque" deste produto.

De acordo com a APED, há que dar "uma resposta imediata" às dificuldades em vender a batata no mercado nacional, mas as iniciativas a tomar devem ser complementadas por "uma estratégia de colaboração" a médio e longo prazo, que visa a valorização deste produto.

Neste sentido, a APED e a Porbatata -- Associação da Batata de Portugal juntaram esforços para a promoção e consumo da batata nacional com vista à sua valorização junto do consumidor, ao mesmo tempo que estabelecem laços de cooperação para a reorganização do setor, refere hoje a associação das empresas de distribuição em comunicado.

A cooperação entre a APED e a Porbatata é, a par da linha de crédito de três milhões de euros criada pelo Governo para auxílio dos produtores de batata no armazenamento de produção deste ano, uma iniciativa que "resulta do esforço de todos" para fazer face à crise do mercado, segundo esclarece a associação.

"A APED tem como um dos focos do seu trabalho o apoio à produção nacional e este acordo está em linha com a política dos seus associados", refere, adiantando que o setor da batata "é bastante relevante no contexto da economia agrícola, dada a transversalidade do cultivo em todo o território nacional".

Assim, a diretora-geral da APED diz que a associação "está totalmente empenhada e disponível para desenvolver sinergias com a fileira da batata".

A APED considera que "todos [os intervenientes] têm o seu papel a desempenhar" em termos de cooperação e que o Governo "agiu rapidamente", sendo que se trata de uma medida que visa estabilizar o mercado.

Na terça-feira, o Governo anunciou uma linha de crédito, que já está em vigor, e que visa resolver situações de dívida à banca e aos fornecedores, numa altura em que a descida do preço de venda no produtor chegou a valores abaixo do custo de produção.

A linha de crédito apoia necessidades de tesouraria e é dirigida aos operadores do setor da batata, "quer nas fases de produção, transformação ou comercialização", quer se disponham a armazenar batata de conservação produzida em território nacional na campanha de 2017, estabelecendo um valor individual garantido de 60 euros por tonelada de batata armazenada, refere o diploma.

Para ter acesso à linha de crédito, o agricultor tem de ter a situação regularizada perante a administração fiscal e a Segurança Social. O empréstimo é concedido pelo prazo máximo de um ano, a contar da data de celebração do contrato, e amortizável em prestações, vencendo a primeira prestação no período mínimo de um mês e máximo de um ano.

Esta linha de crédito, aprovada em 27 de julho pelo Conselho de Ministros, pretende retirar parte da produção de batata do circuito comercial, uma medida que o Ministério da Agricultura, em comunicado divulgado na terça-feira, considera "adequada para restabelecer o equilíbrio entre a oferta e a procura", tendo em conta que os produtores de batata de conservação "estão confrontados este ano com um forte desequilíbrio de mercado, que impôs uma descida do preço" de venda do produtor para valores abaixo do custo de produção.

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