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Apenas 300 passageiros, dos 15 mil afetados, pernoitaram no Aeroporto da Madeira

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/08/2017 Administrator

O secretário da Economia, Turismo e Cultura disse hoje que apenas 300 passageiros pernoitaram nas últimas duas noites no Aeroporto da Madeira, dos cerca de 15 mil que foram afetados pelos condicionamentos provocados pelo vento.

"Hoje estamos numa circunstância diferente daquela que aconteceu ontem [domingo]. O aeroporto está operacional", tendo conseguido aterrar mais de sete aeronaves, além da ligação ao Porto Santo, declarou Eduardo Jesus, que se deslocou hoje ao aeroporto da Madeira -- Cristiano Ronaldo.

O governante salientou que domingo foi um dia marcado pela "inoperacionalidade", porque o "vento não permitiu a operação".

"No cumprimento do plano de deve ser ativado para estas circunstâncias pela ANA -- Aeroportos de Portugal, que é a concessionária do aeroporto, foram reforçadas as condições de acolhimento das pessoas aqui", salientou o responsável do executivo madeirense.

O secretário regional acrescentou que só no domingo "foram afetadas milhares de pessoas pela inoperacionalidade do aeroporto, quase 15 mil, e dormiram apenas 300 pessoas em duas noites" naquele espaço, o que significa que "houve uma grande interação com os hotéis da Madeira, que voltaram a acolher esses mesmos estrangeiros".

"É desta interação que tem que sair solução com o único objetivo de minorar o prejuízo e o incómodo pelo facto do vento estar forte", condicionando o movimento, realçou.

Eduardo Jesus informou que, "no que diz respeito aos residentes, a antecipação com que foi comunicado às agências de viagem permitiu alertar essas pessoas para alterarem os seus voos, quer de saída quer de chegada, para minimizar este impacto".

O secretário com a pasta do turismo no executivo do arquipélago sublinhou que "estas dificuldades colocam sempre à prova as pessoas envolvidas neste setor".

Mas, no seu entender, foram encontradas "soluções diferentes que preconizam a utilização de infraestruturas que a Madeira dispõe, neste caso o aeroporto do Porto Santo para onde divergem muitas destas aeronaves e simultaneamente a ligação poder ser feita através de via marítima", mencionando que o navio Lobo Marinho transportou domingo 1.200 pessoas que estavam naquela ilha.

Adiantou que o concessionário do navio já informou estar "disponível para organização e realização de outras viagens que permitam escoar essas pessoas" ainda ali retidas.

Segundo Eduardo Jesus, "nenhum aeroporto do mundo tem capacidade para acolher a inoperacionalidade de um dia ou dois da infraestrutura", destacando a importância da interação entre todas as entidades ligadas ao setor para delinear um plano para minimizar o impacto da situação desde que tiveram conhecimento das previsões meteorológicas adversas.

O governate defendeu uma reflexão sobre utilizar a lógica do transporte marítimo como complemento à ligação aérea, utilizando a mais-valia do aeroporto do Porto Santo, que não está a ser afetado pelo vento forte, atestando que "toda a gente esteve empenhada" e colaborou para minorar o problema e o incómodo para os passageiros.

Também recordou os constrangimentos causados às companhias aéreas no mês de agosto, visto que este tipo de situação desencadeia dificuldades em todo o planeamento.

Eduardo Jesus mencionou que o Governo Regional já despoletou o processo para rever o limite da velocidade do vento na zona do aeroporto, que está estabelecido desde 1976, visto que as condições da infraestrutura e as capacidades das aeronaves são outras.

Contudo, realçou que nos últimos dias o vento era muito forte, com rajadas de 80 quilómetros/hora, o que impedia mesmo a operacionalidade.

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