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Arábia Saudita tem rara oportunidade de fazer a paz no Iémen -- ONG

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

A a organização não-governamental International Crisis Group (ICG) defendeu hoje que as disputas no campo rebelde no Iémen oferecem à Arábia Saudita uma rara oportunidade de fazer a paz naquele país.

O Iémen é palco de uma guerra que fez mais de 8.500 mortos e perto de 49 mil feridos desde que a Arábia Saudita e os seus aliados lançaram uma campanha militar, em março de 2015, contra os rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão, desencadeando uma grave crise humanitária no país, fustigado pela pobreza, surtos de cólera e à beira da fome.

A coligação militar liderada pelos sauditas tem estado sob fogo pelo elevado número de vítimas civis e, em finais de setembro, o Conselho dos Direitos Humanos da ONU decidiu enviar para o Iémen especialistas internacionais para investigarem eventuais crimes de guerra cometidos no país.

No relatório agora publicado, a ICG, com sede em Bruxelas, considerou que as tensões que surgiram em agosto entre os rebeldes xiitas Huthis e o ex-presidente Ali Abdallah Saleh, o seu aliado no campo rebelde, podem favorecer a realização de negociações sob o impulso da Arábia Saudita.

"Com outros parceiros regionais, incluindo Omã, e com os incentivos do Conselho de Segurança e do enviado especial da ONU, [a Arábia Saudita] deve apadrinhar uma solução política", sustentou a ICG, acrescentando: "Chegou a hora, mas esta oportunidade pode desaparecer facilmente".

Riade deve, portanto, agir rapidamente de modo a tirar proveito das divisões no campo rebelde e trabalhar para um cessar-fogo entre as partes iemenitas envolvidas no conflito, assegurando que os Huthis rompem com o Irão, o grande rival regional da Arábia Saudita, de acordo com o documento publicado pela ICG.

Durante décadas, Riade apoiou Saleh que se aliou com os Huthis há três anos depois de os ter combatido por seis ocasiões enquanto Presidente do Iémen.

Os Huthis e as forças leais a Ali Abdallah Saleh controlam vastas regiões, nomeadamente no norte do país.

Fortes tensões estalaram, contudo, em agosto, entre as duas partes com acusações recíprocas de "traição".

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