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AR/Censura: PS acusa CDS de "oportunismo político", Cristas responde com falta de estatura do PM

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

O PS acusou o CDS-PP de "oportunismo político" pela moção de censura que hoje apresentou ao Governo, desafiando Assunção Cristas a assumir as suas responsabilidades pelos anos em que tutelou as áreas da agricultura e do ambiente.

Na resposta, a líder do CDS-PP respondeu que os mais de cem mortos nos incêndios deste verão "ficarão para sempre" ligados à história deste Governo.

"Quem falha uma vez, quem falha segunda vez, quem aqui nem sequer uma palavra humana tem para deixar e faz do parlamento um palco para o Conselho de Ministros, não tem estatura para ser primeiro-ministro de Portugal", acusou Cristas.

No início do debate da moção de censura do CDS-PP, o deputado e vice-presidente da bancada socialista João Paulo Correia afirmou que "o Governo e o PS assumiram as suas responsabilidades em relação ao que correu mal e ao que é preciso fazer".

"Não estamos interessados no passa culpas, por isso condenamos o oportunismo político desta moção de censura", acusou o deputado socialista, desafiando Assunção Cristas a prestar explicações ao país sobre a sua governação entre 2011 e 2015.

João Paulo Correia considerou que a moção de censura hoje apresentada "é uma tentativa do CDS em fugir às suas responsabilidades".

"É hoje que o CDS assume as suas responsabilidades pela má condução da política florestal e pelos cortes na proteção civil e na defesa da floresta?", questionou.

Em concreto, João Paulo Correia desafiou Cristas a explicar porque critica as 19 nomeações feitas pelo atual Governo de novos comandantes distritais na Proteção Civil quando o anterior executivo PSD/CDS fez 21 nomeações entre junho e setembro de 2013, "em plena época de incêndios".

Sobre este ponto, Cristas respondeu que "nomeações houve-as sempre", mas considerou que "há uma diferença entre nomeações baseadas na competência e nomeações baseadas nos amigos".

A bancada do PS confrontou ainda a antiga ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território com uma lei de 2013 que considera ter liberalizado a plantação de eucaliptos ou os cortes feitos na área das florestas, dizendo que imperava na altura "a política do Estado mínimo".

Também a socialista Jamila Madeira criticou a moção de censura do CDS, que considerou ter apenas como móbil a disputa com o PSD pela "abertura dos noticiários da noite".

Cristas respondeu com os orçamentos da Proteção Civil dos últimos anos, dizendo que 2016 e 2017 tiveram verbas inferiores às do anterior governo e que, mesmo em 2018, a verba será inferior à de 2012.

A líder do CDS-PP negou ainda ter feito qualquer liberalização do eucalipto, apontando números segundo os quais o crescimento médio da plantação desta árvore foi menor durante o executivo PSD/CDS-PP do que entre 1995 e 2000, período de governação socialista.

"Mas isso não vos incomoda, acabaram de nomear uma pessoa da área do eucalipto", criticou, referindo-se à nomeação de Tiago Oliveira, quadro da Navigator (antiga Portucel), para a unidade de missão que irá repensar a prevenção e combate aos fogos florestais.

Também o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, lamentou o tom das intervenções socialistas no debate da moção de censura no parlamento.

"No passado não tivemos nada que ver com sucesso económico do país, nada que ver com o que de bom acontece no país, mas temos a responsabilidade pelo que aconteceu em Pedrógão e no dia 15 de outubro", ironizou, acusando a bancada do PS de "falta de humildade".

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