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Argentina apanhou derradeiro susto, mas Messi garantiu o Mundial

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Francisco Sebe

O craque do Barcelona fez os três golos da vitória decisiva sobre o Equador.

A 'grandiosidade' de Lionel Messi apareceu em todo o seu esplendor na terça-feira em Quito, em forma de um hat-trick, num histórico 3-1 ao Equador, que salvou a Argentina de falhar pela primeira vez um Mundial desde 1970.

Numa última ronda sul-americana que qualificou ainda Uruguai e Colômbia, atirou o Peru para o play-off e eliminou Chile e Paraguai, os argentinos estavam obrigados a ganhar e começaram, praticamente, a perder, pois Romario Ibarra demorou apenas 38 segundos a adiantar os locais.

Lá bem no alto, nos 2850 metros de Quito, Messi veio em socorro da Argentina e virou o resultado, com um toque de classe após tabela com Di María, aos 12 minutos, e um violento tiro de pé esquerdo, depois de roubar a bola a Dario Aimar, aos 20.

Em vantagem, os comandados de Jorge Sampaoli tranquilizaram e passaram a controlar os acontecimentos, mas só ganharam alguma folga aos 62 minutos, quando Messi voltou a esfregar a lâmpada e, com um belo chapéu a Banguera, selou o 3-1 final.

O craque de Rosário somou, assim, o quinto hat-trick pela Argentina, mas apenas o primeiro em eliminatórias para o Mundial, sendo que passou a contar 61 golos, em 122 jogos pela seleção: com ele, na qualificação, o conjunto alviceleste somou 21 pontos, em 10 jogos. Sem ele, apenas sete, em oito encontros.

© REUTERS/Edgard Garrido

Na formação argentina, que partiu para a última ronda do sexto lugar, foram titulares o benfiquista Salvio (saiu aos 90 minutos) e o sportinguista Acuña e alinharam de início os ex-benfiquistas Di Maria e Enzo Pérez e o ex-portista Otamendi.

Os argentinos, campeões em 1978 e 1986, garantiram a 17ª presença e 12ª consecutiva com o terceiro posto, com 28 pontos, a três do Uruguai, que, como se esperava, selou o apuramento, em segundo, ao bater em casa a Bolívia por 4-2, num embate em que foram os seus jogadores a apontar os seis golos.

Gastón Silva, a abrir, aos 24 minutos, e Diego Godín, a fechar, aos 79, marcaram na própria baliza, mas, pelo meio, Martin Cáceres, aos 39, Edinson Cavani, aos 42, e Luis Suárez, aos 60 e 76, acertaram no sítio certo e qualificaram a 'celeste'.

Na formação uruguaia, que estará no Mundial, que venceu em 1930 e 1950, pela 13ª vez e terceira seguida, o portista Maxi Pereira entrou aos 77 minutos e o leão Coates não saiu do banco.

A outra vaga em aberto para a fase final, foi conquistada pela Colômbia (sexta presença na fase final e segunda consecutiva, depois do quinto posto em 2014), que empatou 1-1 no Peru, onde se adiantou aos 56 minutos, com um tento de James Rodríguez.

Os peruanos acabaram por chegar à igualdade, aos 74 minutos, por Paolo Guerrero e também festejaram, já que o quinto posto permite-lhes jogar um play-off intercontinental, face à Nova Zelândia, vencedora da qualificação na Oceânia.

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