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Argumentista e realizador James Toback acusado de assédio sexual por 38 mulheres

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/10/2017 Administrator

O argumentista e realizador norte-americano James Toback, nomeado para os Óscares com o argumento de "Bugsy" (1991), foi acusado de assédio sexual por 38 mulheres, de acordo com uma reportagem publicada no domingo pelo Los Angeles Times.

Na reportagem, citada pela agência de notícias Associated Press, muitas das vítimas alegam que Toback as abordou na rua, em Nova Iorque, prometendo-lhes estrelato. De acordo com os testemunhos, James Toback marcava depois reuniões com as mulheres, que terminavam com questões de cariz sexual ou com o realizador a masturbar-se ou a simular atos sexuais com as mesmas.

O argumentista e realizador, de 72 anos, negou as acusações, em declarações ao Los Angeles Times, dizendo que nunca conheceu nenhuma das mulheres que o acusam ou que se contactou com elas "foi durante cinco minutos" e não se recorda.

Entre as 31 mulheres ouvidas pelo jornal que se identificaram estão a guitarrista e vocalista da banda Veruca Salt, Louise Post, e a atriz Terri Conn, da série "As the world turns".

Na reportagem, a atriz Echo Danon recorda que, durante a rodagem do filme de James Toback "Black & White", o realizador agarrou-a dizendo que ejacularia, caso a atriz o olhasse nos olhos e lhe apertasse os mamilos.

"Toda a gente quer trabalhar, então aguentam estas coisas. Foi por isso que aguentei, porque esperava conseguir outro trabalho", afirmou Echo Danon.

No domingo à tarde, o repórter do Los Angeles Times Glenn Whipp disse à Associated Press que o número de alegadas vítimas duplicou desde a publicação da reportagem.

O argumentista e realizador não respondeu ao pedido da agência para comentar o caso.

As acusações de assédio sexual a James Toback surgem pouco tempo depois da publicação, pelo New York Times, de um artigo segundo o qual o produtor norte-americano Harvey Weinstein alcançou, durante décadas, uma série de acordos extrajudiciais para pôr termo a denúncias de assédio sexual, as quais remontam à década de 1990.

Poucos dias depois da publicação do artigo e de outros que se seguiram, Harvey Weinstein, um dos mais influentes produtores de Hollywood, foi despedido da The Weinstein Company, empresa que cofundou.

As atrizes Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Mira Sorvino, Ashley Judd, Léa Seydoux e Asia Argento figuram entre as mulheres que denunciaram uma série de episódios diferentes que vão desde presumíveis comportamentos sexuais abusivos a acusações de violação por parte do produtor galardoado com um Óscar pela produção de "A Paixão de Shakespeare" (1998).

Weinstein, de 65 anos, é atualmente alvo de uma investigação policial em Nova Iorque e no Reino Unido.

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