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Aron Winter: "Portugal pode vencer o Mundial'2018"

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/04/2017 Ana Proença

Elogioso para a equipa das Quinas e o futebol nacional, o antigo médio holandês e técnico dos sub-19 do Ajax está apreensivo com a situação da Holanda. "Seria um desastre falhar o Mundial", admite em entrevista a O JOGO.

A seleção da Holanda - vice-campeã mundial em 2010 e terceira em 2014 - vive um momento complicado: falhou o Euro"2016 e está no quarto lugar do Grupo A de apuramento para o Rússia"2018. Desde o último Mundial já teve dois selecionadores (Hiddink e Blind) e procura um terceiro. Aron Winter, que integrou uma das mais talentosas gerações do futebol holandês e hoje, aos 50 anos, treina os sub-19 do Ajax, não esconde alguma apreensão e deixa críticas. Falou ainda ao nosso jornal da Seleção Nacional.

Portugal é campeão Europeu. Acha que pode vir a ser campeão Mundial?

-Sim. A grande diferença entre Portugal e a Holanda é que nós temos uma mentalidade mais ofensiva e os portugueses dão maior importância à defesa. Se olharmos a tudo o que o futebol português alcançou nos últimos anos, temos de dizer que fizeram grandes coisas. Além do que ganharam com a equipa principal e de terem Cristiano Ronaldo, a qualidade dos vossos jovens é muito boa. O talento é elevado. Sem esquecer o que os clubes têm alcançado, nomeadamente o FC Porto e o Benfica, com grandes resultados quer na Liga Europa quer na Champions. Continuando neste trilho e com a qualidade dos jogadores que estão a aparecer, tudo é possível para Portugal.

Já a Holanda está em apuros, o que justifica tão mau momento?

-Têm tido bastante azar com lesões. Por outro lado, para além de Robben e Sneijder, não temos outros jogadores de qualidade superior. E, nos jogos de qualificação, a equipa não tem jogado o suficiente para obter melhores resultados. Será um desastre se falharmos o apuramento para o Mundial, porque será a segunda vez consecutiva que perdemos uma grande competição. Mas faltam disputar cinco jogos e acredito que pode chegar ao segundo lugar e qualificar-se através do play-off.

Após a saída de Van Gaal, Hiddink e Blind falharam, o problema é o treinador?

-Nestes três anos muitas coisas aconteceram e a culpa não pode ser atribuída apenas aos treinadores. Os jogadores não têm jogado bem, mas os selecionadores também não têm encontrado soluções para resolver esse problema.

A Holanda parece uma seleção incaracterística, sem um estilo definido...

-Um pouco. A nossa identidade sempre foi a de um futebol de ataque. Mas temos jogado demasiado para o lado e menos para a frente... Para se jogar ao ataque, tem de se ter mais vezes a bola e para isso a equipa tem de pressionar mais e melhor, mas mostra-se algo passiva na recuperação de bola. Penso ainda que nem sempre as escolhas dos jogadores foram as melhores.

Atreve-se a dizer quem devia ser nomeado selecionador?

© Fornecido por O jogo

-Não sei quem irá ser o treinador. Há alguns favoritos, como Ten Cate, que foi assistente do Rijkaard no Barcelona. Pode ser também o Gullit. Só sei que precisamos de ter à frente da seleção alguém com uma forte personalidade e experiência.

Acha possível que os clubes holandeses possam voltar a competir para vencer a Champions?

-Não acredito, é muito difícil. É incomparável o que gastam os clubes de topo na Holanda e o que se passa nas grandes ligas, em termos de salários e orçamentos. A diferença é enorme. Aumentou o fosso para os grandes clubes. Os nossos mais talentosos jogadores são "roubados" por esses clubes e essas ligas são mais competitivas do que a nossa. É um grande problema para nós.

Disputou, este ano, a Youth League, que opinião tem da competição?

-Foi uma experiência fantástica numa prova onde tivemos azar contra o Real Madrid - eliminados nos "quartos" com uma derrota por 2-1. Mostrámos que o Ajax tem uma das melhores equipas jovens da Europa e os benefícios para os jogadores são enormes, porque disputam desafios com outra exigência, contra equipas de outros países e que jogam em sistemas diferentes. Queremos estar sempre nesta prova, que ajuda a fazer crescer talentos e há muitos em várias equipas.

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