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Arqueólogo Miguel Lago defende a partilha da prática arqueológica com as comunidades

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/07/2017 Administrator

O arqueólogo Miguel Lago disse que "a arqueologia só faz sentido" quando partilhada com as comunidades, e "é um dever" abrir o espaço de escavações às comunidades.

"A arqueologia e o resultado dos projetos em arqueologia só fazem sentido, em última instância, quando são partilhados e quando há um retorno social daquilo que vai sendo descoberto e apreendido", defendeu Miguel Lago.

O arqueólogo falava à agência Lusa a propósito do "dia aberto" à comunidade, no sábado, das escavações que se realizam no sítio dos Perdigões, na Herdade do Esporão, a quatro quilómetros de Reguengos de Monsaraz.

Abrir o espaço de escavação arqueológica às populações "é uma obrigação por parte das equipas de arqueologia, é mesmo um dever, e é fundamental em termos de sensibilização, sobretudo para as comunidades locais, mas não só, é importante que as pessoas, cada vez mais, entendam que este tipo de projetos é útil, permite-lhes, a elas próprias, conhecer o seu passado, perceber porque é que hoje estamos aqui".

Para o arqueólogo, "é importante que as pessoas cada vez mais lutem, nomeadamente nos seus territórios, por aquilo que é a salvaguarda do seu património".

No sábado, o sítio dos Perdigões, a quatro quilómetros de Reguengos de Monsaraz, no Alto Alentejo, promove um "dia aberto", que permite a visita do espaço com as escavações a decorrer, assim como às reservas, ao laboratório, e ao museu, instalado na Torre do Esporão, nos limites da herdade onde se localiza a área arqueológica.

A visita inclui uma palestra/conversa com o diretor das escavações, o arqueólogo António Valera.

A equipa de arqueologia, que trabalha nos Perdigões, realiza este "dia aberto" desde há cinco anos.

O sítio dos Perdigões está a ser escavado e estudado há 20 anos, e há mais de cinco mil anos, seria um importante santuário para onde convergiam populações vindas de várias regiões, para aí realizar rituais ligados à morte, ao culto dos antepassados e ao mundo simbólico, explicou o arqueólogo Miguel Lago, diretor da Era-Arqueologia, empresa responsável pelo projeto.

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