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Artista japonesa Haru Ishii expõe no Museu Nacional do Azulejo a partir de setembro

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/08/2017 Administrator

O Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, inaugura, no próximo dia 01 de setembro, uma exposição da artista japonesa Haru Ishii, que teve o seu primeiro contacto com a tradicional arte portuguesa há mais duas décadas.

Haru Ishii -- com obra pública dispersa por diversas cidades japonesas, de Tóquio a Quioto, de Shimane a Hiroshima ou de Kochi a Okayama, além de variadas coleções, -- despertou para o azulejo em 1995, com uma primeira experiência, de um mês, numa oficina em Palmela.

É, aliás, em Palmela, no Espaço Fortuna, que a artista, que fez do azulejo "modo de vida" e "ganha-pão", executa anualmente as encomendas, essencialmente de arte pública, que recolhe no Japão.

"Das Sombras de Quioto à Luz de Lisboa" figura como "a grande exposição em Portugal" de Haru Ishii, depois de outras mais pequenas, nomeadamente no Centro Cultural de Lagos, de acordo com o comissário da mostra, Eduardo Kol de Carvalho, que define a exposição a inaugurar no próximo dia 01 como "uma síntese do entendimento luso-nipónico de 474 anos".

"Com aturada pesquisa e experimentação, Ishii conquistou, ao longo dos anos de atividade que leva na produção do azulejo, os mais ocultos segredos desta arte tradicional portuguesa, para os recriar e reinventar, muito à maneira nipónica, tirando partido das suas raízes culturais", refere um comunicado enviado pelo comissário da exposição.

Os trabalhos que vão estar expostos no Museu Nacional do Azulejo encontram-se divididos em duas salas.

Na primeira, a ceramista "materializa as suas raízes, tudo entre sombras", reclamando "as origens no arquipélago nipónico transbordante de água e onde esta é parte do ambiente por excelência -- no mar, na chuva que alimenta as verdejantes florestas, na dieta à base de peixe, na cultura, como a cerimónia do chá".

Já numa segunda sala, "mais vibrante e luminosa", "recorda os laços históricos luso-nipónicos" retratados nos biombos 'namban', "recuperando a viagem das naus portuguesas entre continentes" para "trazerem para Ocidente o que de mais exótico e requintado oferecia o Japão".

"Os volumes contendo esses valores, essas mercadorias, Ishii 'despeja-os' num terceiro espaço -- o claustrim do Convento da Madre de Deus -, onde se apresentam experiências com mais de 470 anos", oferecendo ainda, no espaço sacro do Coro Alto da Igreja, "um simbólico padrão evocativo da força das convicções", realça o comissário da exposição.

A mostra, com catálogo em português, japonês e inglês, vai estar patente até 31 de dezembro.

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