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As razões para Donald Trump detestar a NFL

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/09/2017 Alcides Freire

A terceira jornada do campeonato da NFL termina esta madrugada, mas o assunto será sempre a opinião do presidente dos Estados Unidos e a reação, quase unânime, da NFL

Há motivos para desconfiar do repentino ataque de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, à mais popular liga desportiva naquele país, a NFL? Na verdade, há duas razões óbvias e que voltaram à luz da atualidade depois do líder da Casa Branca ter proposto, através de mais um incursão na rede social Twitter, que a NFL despedisse os jogadores que se ajoelham durante o hino nacional.

Depois de um domingo em que equipas e jogadores uniram-se no protesto contra as palavras de Trump, fazem-se contas às opiniões do presidente norte-americano, que posteriormente ao primeiro tweet e perante o aumento da contestação passou a criticar até a qualidade e interesse do atual campeonato da NFL.

A relação de Trump com a NFL nunca foi muito cordial, bastando recordar que na década de 1980 o então empresário comprou uma equipa - os New Jersey Generals - num campeonato recém-criado, a USFL - pretendia ser rival da NFL - e cujo campeonato decorria durante a paragem do principal campeonato de futebol americano. A USFL foi criada em 1983, fechou três anos depois e sem alcançar o objetivo de ser absorvida pela NFL como sucedera na década de 60 com a AFL.

Sep 24 2017 Indianapolis IN USA The Cleveland Browns team stand and kneel during the National Anthem before the start of their game against the Indianapolis Colts at Lucas Oil Stadium. Mandatory Credit Thomas J. Russo-USA TODAY Sports © Fornecido por O jogo Sep 24 2017 Indianapolis IN USA The Cleveland Browns team stand and kneel during the National Anthem before the start of their game against the Indianapolis Colts at Lucas Oil Stadium. Mandatory Credit Thomas J. Russo-USA TODAY Sports

Trump não desistiu de chegar à NFL e 30 anos depois juntou-se aos candidatos que tentaram adquirir os Buffalo Bills em 2014, após a morte do fundador. Perdeu a corrida para o magnata do gás natural, Terry Pegula, desabafando então no Twitter. "Recusei-me a pagar uma quantia escandalosa. Teria feito dos Bills uma equipa vencedora. Agora, isso não acontecerá."

Agora que está na Casa Branca, volta a criticar a NFL, desta feita contestando os jogadores que se ajoelham durante o hino, um movimento criado na pré-época da temporada passada por Colin Kaepernick. O então quarterback dos San Francisco 49'ers pretendia chamar a atenção para o que considerava ser a crescente "desigualdade racial" nos Estados Unidos, então no topo dos noticiários após casos de violência policial.

Kaepernick continua sem equipa, é verdade - pode-se questionar até opção de quase todos os donos de equipas na NFL, algumas a necessitar de um bom QB, que agora juntaram-se ao protesto dos jogadores -, mas à boleia de Trump conseguiu o que sempre quis, discutir a desigualdade racial. A questão promete prolongar-se no tempo, até porque é conhecido o estilo de Trump.

O que não é verdade é que haja uma união absoluta dos jogadores. Se por um lado nenhum deles terá gostado de Trump apelar ao despedimento dos que protestam - nem de referir-se aos atletas como "son of a bitch" -, nem todos são favoráveis ao movimento "Take a Knee" durante o hino americano que antecede o início de cada partida da NFL. Alejandro Villaneuva, dos Pittsburgh Steelers, por exemplo, não seguiu a restante equipa que só entrou em campo depois do hino, deixando-se filmar e fotografar junto da saída do túnel, mão direita sobre o peito... Drew Brees, quarterback dos New Orleans Saints, questionou também a opção; adeptos assobiaram e apuparam os jogadores em alguns estádios, o hashtag #boycottNFL já inunda as redes sociais.

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