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Associação Acréscimo repudia "ameaças" das papeleiras de deslocação para Espanha

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/08/2017 Administrator

A Acréscimo -- Associação de Promoção ao Investimento Florestal repudiou hoje "as ameaças" da indústria papeleira de deslocação para Espanha, contra as alterações na gestão da floresta portuguesa, para reduzir a área de eucalipto.

A Acréscimo "repudia as ameaças da indústria papeleira contra as medidas de combate ao caos instalado no território" no que respeita o ordenamento florestal, refere um comunicado da associação.

"A The Navigator Company, ex Portucel Soporcel, ameaça transferir as suas operações para Espanha caso avancem as medidas de contenção ao caos instalado no território português", critica a associação.

Segundo a Acréscimo, "as ameaças da indústria papeleira visam o poder político em Portugal, o qual tem tido um histórico de submissão".

No início de agosto, alguns órgãos de comunicação social noticiaram que a Navigator, antes chamada Portucel, estaria a analisar outras fontes de floresta e de madeira fora de Portugal e admitia estabelecer "uma base forte no norte de Espanha, na Galiza".

Hoje a agência Lusa tentou obter um esclarecimento da empresa sobre este assunto, mas esta limitou-se a dizer que "a The Navigator Company não tem comentários da fazer".

Entre as alterações introduzidas ao regime jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização, no âmbito da reforma da floresta, e aprovadas em julho, está a redução da área de eucalipto, de forma faseada, ao longo de cinco anos, de forma a reduzir em 50% a área arborizável com espécies do género 'eucalyptus'.

Para a Acréscimo, "a indústria papeleira em Portugal não se contenta com o aumento da produção de pasta celulósica através do aumento da produtividade unitária nas plantações de eucalipto. Pelo contrário, exige ainda mais expansão da área de eucaliptal em Portugal".

A estratégia é "óbvia", critica a associação, e "quanto mais extensa for a oferta, mesmo que de má qualidade como é, maior a garantia que os preços a que compra a rolaria de eucalipto aos proprietários privados tenderão a permanecer baixos".

E vem apelar aos diferentes movimentos cívicos para impedirem que "a chantagem beneficie o chantagista, já que tal aportaria crescentes riscos sociais, ambientais e económicos para a sociedade portuguesa".

Uma das principais alterações introduzidas ao regime jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização é que todas as ações florestais com eucalipto passam a estar obrigadas a projeto e autorização prévia do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), caindo o deferimento tácito.

Neste sentido, o ICNF vai ser responsável por fazer uma gestão nacional da área global da espécie do género 'eucalyptus', "de forma a aproximar-se progressivamente dos valores fixados na versão mais recente da Estratégia Nacional Florestal".

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