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Associação ambientalista preocupada com ponte transparente sobre o rio Paiva

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/08/2017 Administrator

A associação ambientalista SOS Rio Paiva manifestou-se hoje preocupada pela possibilidade de a ponte transparente anunciada para aquele curso de água, em complemento dos passadiços de Arouca, resultar num instrumento para "turismo de massas" prejudicial à biodiversidade local.

Em comunicado, o grupo ambientalista diz que "teme a nova ponte pedonal no Paiva" e adianta que já solicitou esclarecimentos sobre a mesma à Câmara Municipal de Arouca e à Agência Portuguesa do Ambiente.

"A SOS Rio Paiva entende que o rio deve ser usufruído e contemplado por todos, mas defende que a aposta seja feita num turismo de natureza em oposição ao turismo de massas, atraindo ao local um público específico, sensível à preservação da biodiversidade e interessado em contemplar o valor ecológico do rio e não na adrenalina ou no risco de atravessar uma ponte suspensa na escarpa", argumenta.

A associação, acrescenta, "reconhece e valoriza o esforço e sensibilidade demonstrada pelo município de Arouca na preservação do rio, mas não esquece os impactos negativos e os graves problemas que resultaram da abertura ao público dos passadiços do Paiva em 2015".

Entre esses problemas a organização inclui "a afluência de milhares de visitantes diariamente ao local, o consequente impacto negativo na tranquilidade do espaço e na preservação da biodiversidade, e os riscos elevados para a segurança das pessoas, por estarem inseridas numa zona de elevado risco de incêndio, declives acentuados e acessos bastante limitados".

A SOS Rio Paiva também reconhece que "os limites impostos à frequência dos passadiços pelo máximo de 3.500 visitantes por dia, mediante a venda de ingressos, ajudaram a estabelecer alguma ordem no espaço e a minimizar o impacto do projeto", mas receia que o alargamento desse percurso pedonal e a construção de uma estrutura como a ponte transparente "releve para segundo plano o património ecológico e atraia pelo mediatismo do projeto e não pelo valor ecológico do espaço".

A mesma estrutura ambientalista nota ainda que a legalidade dos bares de apoio aos passadiços "levanta sérias dúvidas" e, nesse contexto, recorda que a Resolução do Conselho de Ministros nº 76/00 de 05 de julho (que aprovou o Plano Setorial do Rio Paiva) define como orientações de gestão para esse curso fluvial que aí se procure "condicionar as intervenções nas margens e leito de linhas de água, a construção de infraestruturas e a expansão urbano-turística".

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