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Associação Amigos dos Açores quer projeto de incineração de resíduos reavaliado

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/10/2017 Administrator

O presidente da associação ecológica Amigos dos Açores defendeu hoje a reavaliação do projeto da incineração de resíduos sólidos urbanos na ilha de São Miguel, da responsabilidade da associação de municípios, cujos novos órgãos vão ser eleitos em breve.

"Os Amigos dos Açores aguardam com expectativa a constituição dos novos órgãos sociais da Associação de Municípios da Ilha de São Miguel, solicitando aos seus responsáveis políticos a reavaliação do projeto da construção da incineradora, tendo em conta a escala regional e o respetivo dimensionamento, bem como as metas europeias da prevenção e gestão de resíduos", declarou Diogo Caetano, citado numa nota de imprensa.

O dirigente considera que pode haver "uma eventual mudança na representatividade" na associação municípios que, "segundo um dos autarcas, deveria levar à reavaliação de todo o processo do tratamento de resíduos na ilha de São Miguel".

Na sequência das eleições autárquicas de 01 de outubro, o PS deixou de ter a maioria das câmaras municipais na ilha de São Miguel, detendo agora o mesmo número de autarquias do que o PSD.

Desconhece-se ainda qual o modelo que vai ser adotado para decidir quem irá dirigir a associação de municípios.

O responsável quer ainda um "estudo de alternativas à incineração de resíduos sólidos urbanos, seguindo a hierarquia de resíduos e a aplicação dos conceitos da economia circular e do 'Lixo Zero'", a par da "promoção de efetiva participação pública nos diversos processos de decisão".

"Em variadas oportunidades, os Amigos dos Açores pronunciaram-se acerca deste investimento, que foi decidido sem consideração efetiva de alternativas, sem adequação à escala regional e as metas europeias da gestão e prevenção de resíduos, com inegáveis riscos para o ambiente e para a saúde pública, bem como elevados encargos económicos para o médio e longo prazo", referiu Diogo Caetano.

Segundo o representante, gerou-se na ilha de São Miguel um "vasto movimento social, sem precedentes nas últimas duas décadas no que toca a questões ambientais, ao ponto de não ter sido recolhida qualquer opinião pública favorável ao projeto, para além daquela que estaria já comprometida do ponto de vista técnico, político e/ou económico".

Diogo Caetano disse que a Associação de Municípios da Ilha de São Miguel, "com o consentimento" do Governo Regional dos Açores, "não atendeu às solicitações da sociedade", acrescentando que a exploração da incineradora ao longo do seu ciclo de vida "vai ser muito mais onerosa do que a comparticipação disponibilizada pelo programa de investimento".

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