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Associação de Agricultores do Sul cria serviço de comércio internacional de ovinos

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/09/2017 Administrator

A ACOS - Associação de Agricultores do Sul anunciou hoje ter criado um serviço de comercialização internacional de ovinos para garantir a viabilidade económica e a continuidade da produção da raça, além de contribuir para as exportações.

Segundo a associação, num comunicado enviado à agência Lusa, o serviço visa reduzir custos de produção e aumentar a qualidade dos ovinos, garantir a segurança alimentar dos consumidores, contribuir para as exportações e promover o consumo da carne de borrego, que tem "qualidade superior" e características únicas".

"O objetivo último é permitir a viabilidade económica das explorações de ovinos e a sua permanência nos territórios" onde estão inseridas e desempenham um "tão importante papel social, ambiental e económico" e, desta forma, "garantir a continuidade da ovinicultura", frisa a ACOS.

O serviço é desenvolvido em parceria com a cooperativa espanhola Ovipor, que se dedica à produção e à comercialização de gado e está inserida no EA Group, que congrega cooperativas das regiões espanholas de Extremadura e Andaluzia e com o qual a ACOS mantém uma parceria no setor da lã há quatro anos.

De acordo com a ACOS, o serviço visa "organizar e desenvolver" a produção de ovinos no sudoeste da Península Ibérica, "promovendo a evolução técnica e sanitária das explorações em perfeita harmonia com o meio onde se inserem e estabelecer preços à produção de forma objetiva e com base nas cotações definidas semanalmente em bolsa".

O serviço "pressupõe o cumprimento de um conjunto de normas estabelecidas com base nas necessidades dos produtores e nas exigências de mercado visando garantir uma maior competitividade e segurança no escoamento dos animais", refere a associação.

"Além do cumprimento das exigentes normas sanitárias", o serviço também "implica algumas melhorias técnicas na produção dos animais" para que possam "alcançar um padrão de qualidade e homogeneidade da carne de borrego", sublinha.

O "sucesso" do serviço "só poderá ser alcançado através de uma atuação consertada entre os produtores e de um elevado sentido de compromisso" para com o projeto, porque "só assim será possível elevar o patamar de qualidade da produção e ganhar poder negocial".

A ACOS refere que pretende, "a médio prazo", criar uma unidade de concentração e acabamento de borregos em Portugal e "alargar" o serviço à comercialização de outras espécies de gado, como caprinos, bovinos e suínos.

O serviço "decorre" da "relação madura" entre a ACOS e a Ovipor, que são "duas organizações de produtores que atuam em zonas consideradas periféricas no contexto europeu" e que "partilham uma situação geográfica com características muito semelhantes, onde se pratica a criação de gado em extensivo" e, por isso, "enfrentam também os mesmos desafios e interesses de mercado", sublinha a associação.

O serviço, que vai ser apresentado na quarta-feira, a partir das 11:30, na sede da ACOS, em Beja, "vai ao encontro das diretrizes" resultantes do Fórum da Carne de Ovino da União Europeia e relativas à produção e à comercialização de ovinos, as quais encorajam a criação de denominações que cubram regiões com características semelhantes para "contribuir para a resolução dos problemas sociais, ambientais e económicos das zonas periféricas".

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