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Associação Sindical da Polícia fala em cenário de guerra e exige medidas do Governo

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/04/2017 Hugo Monteiro

ASPP/PSP fez chegar esta terça-feira ao Ministério da Administração Interna um ofício onde exige que o Governo atue no combate à violência no futebol.

As cenas de violência registadas no clássico entre Benfica e FC Porto, sem esquecer a agressão ao árbitro do encontro entre Rio Tinto e Canelas, aumentou, em larga escala, o debate em torno da violência no futebol, sendo que a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASSPP/PSP) exige medidas por parte do Governo.

A ASPP/PSP fez chegar esta terça-feira ao Ministério da Administração Interna " um ofício onde exige que o Governo atue no combate à violência no futebol com medidas efetivas. Também foi dado conhecimento deste documento aos grupos parlamentares", informou em comunicado.

© Manuel de Almeida/Lusa

"A ASPP/PSP considera inconcebível que um desporto se tenha transformado numa espécie de cenário de guerra semanal, muitas vezes promovido e apoiado por dirigentes e representantes dos próprios clubes. É urgente que seja colocado um ponto final nesta questão, pelo que foi solicitado ao Governo e à Assembleia da República que acabem, de uma vez por todas, com a impunidade daqueles que, reiteradamente, são vistos em cenas violentas ou ao seu incitamento, através da criação de legislação adequada. A responsabilidade dos clubes não pode continuar a confinar-se ao que acontece dentro do estádio, mas sim alargada a tudo o que envolve a segurança das claques, incluindo nos acompanhamentos que são feitos pela PSP na deslocação de e para os estádios, bem como de eventuais danos causados pelos seus membros, de agressões a Profissionais da PSP ou quaisquer outros cidadãos", pode ler-se no documento enviado às redações.

"Hoje, os clubes de futebol profissional são Sociedades Anónimas Desportivas, ou seja, empresas que visam o lucro e movimentam quantias inimagináveis. No entanto, os Profissionais da Polícia continuam a ser usados gratuitamente por estas empresas e por tudo o que envolve, nos dias de hoje, um jogo de futebol. A própria PSP considera alguns dos jogos de futebol profissional como sendo de risco elevado, efetuando conferências de imprensa e dando conselhos de segurança à população. No entanto, os Profissionais da Polícia são escalados para efetuar serviço como se de um dia normal de trabalho se tratasse. A ASPP/PSP defende que as empresas que organizam os eventos sejam responsáveis pela sua segurança, pagando, como qualquer outra, o que está estipulado na lei para utilização dos serviços dos Profissionais da Polícia nas suas horas de descanso", concluiu a Associação Sindical da Polícia.

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