Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Associações marroquinas preocupadas com saúde de ativista detido no Rif

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/08/2017 Administrator

Associações de direitos humanos exprimiram preocupação sobre o estado de saúde de um membro detido do movimento de contestação da região marroquina do Rif (norte), hospitalizado na segunda-feira após um mês de greve de fome.

Rabii Elablaq foi preso no fim de junho na prisão de Oukacha, em Casablanca, iniciando de imediato uma greve de fome para reclamar a sua libertação.

O ativista, de 34 anos, foi detido por ter participado em manifestações pacíficas na cidade de Al-Hoceima que exigiam o desenvolvimento da região do Rif.

Várias dezenas de pessoas, entre as quais membros da Associação Marroquina dos Direitos Humanos (AMDH) e advogados de defesa, concentraram-se esta terça-feira em frente ao hospital de Casablanca.

Os apoiantes denunciaram a detenção "arbitrária" de Rabii Elablaq, alertar para o seu estado de saúde e reclamar a sua libertação, bem como de outros membros do movimento.

"O seu estado de saúde não para de se deteriorar" desde que iniciou a greve de fome, disse à agência francesa France-Presse Rachid Benali, coordenador do comité de defesa dos detidos de Al-Hoceima.

Al-Hoceima é o epicentro do 'hirak', designação dada localmente ao movimento de contestação que sacode a região do Rif há dez meses.

A defesa e amigos do militante tentaram convencer o ativista a colocar um fim à greve de fome, mas o homem está determinado a ir até ao fim, descreveu à France-Presse Abdessadek El Bouchtaoui, outro advogado e membro do comité de defesa dos detidos.

No sábado, o rei marroquino, Mohammed VI indultou 40 detidos deste movimento popular, que surgiu em outubro após a morte de um vendedor de peixe. No total, 176 pessoas envolvidas nestas manifestações estão em prisão preventiva desde maio passado.

O responsável do movimento, Nasser Zefzafi, e os seus principais dirigentes ficaram fora deste grupo de detidos agraciados pelo rei, por ocasião da celebração do Dia do Trono.

Uma das libertadas foi a cantora e ativista marroquina Sylia Ziani, uma das figuras mais mediáticas do movimento.

Esta segunda-feira, dois dias após um discurso do monarca marroquino, que negava qualquer "abordagem securitária" à crise no Rif, o tribunal de Al-Hoceima condenou, com penas de prisão de seis meses a um ano, dez pessoas que participaram numa manifestação proibida e a que as autoridades reagiram com violência, no dia 20 de julho, naquela localidade.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon