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"Até que enfim cá vieram", diz advogado do Benfica sobre buscas da Polícia Judiciária

Logótipo de LusaLusa 19/10/2017 Rui Barbosa Batista
MÁRIO CRUZ/LUSA © LUSA / MÁRIO CRUZ MÁRIO CRUZ/LUSA

Lisboa, 19 out (Lusa) - O advogado do Benfica João Correia congratulou-se hoje com a visita da Polícia Judiciária (PJ) às instalações do clube, com buscas no âmbito do caso dos emails, considerando que esta apenas peca por muito tardia.

"Até que enfim que cá vieram. Perante as insinuações, sugestões feitas relativamente a factos fraudulentos praticados pelo Benfica, todos queríamos, avidamente, o único meio para destruir essas acusações, que era este episódio que se passou aqui hoje. Que a PJ cá viesse para verificar em pormenor se era verdadeiro. Estávamos desejosos que isso acontecesse", assegurou.

Em declarações à BenficaTV, o causídico reforçou: "Que concluam rapidamente e de forma muito rigorosa e definitiva se há ou não qualquer corrupção desportiva por parte do Benfica".

O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, acusou o Benfica de influenciar o setor da arbitragem e apresentou alegadas mensagens de correio eletrónico de responsáveis ‘encarnados', nomeadamente de Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira.

Entre outras situações, o responsável dos ‘dragões' revelou também a alegada partilha de mensagens de telemóvel do atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, na altura em que presidiu à Liga de clubes, entre o diretor de conteúdos da BTV, Pedro Guerra, e o ex-presidente da Assembleia-Geral da Liga Carlos Deus Pereira.

João Correia lamentou a ausência de "celeridade na investigação", considerando que a mesma acabou por permitir "sistemáticas ofensivas ao Benfica, enquanto instituição, diretores e funcionários".

"Estamos cansados, até como cidadãos, de verificar que a cada semana se anuncie novo crime para a seguinte. Não conheço nenhum país civilizado em que isto seja possível. Na próxima semana vou praticar outra vez um crime e tudo continua paz do senhor", criticou, referindo-se às revelações, que chegaram a ser semanais, de Francisco J. Marques.

O assessor jurídico encarnado defende "punição" para o Benfica "caso se verifique o crime de corrupção ou influência perversa dos resultados desportivos", mas também deseja um "forte castigo" para quem tem acusado o clube, caso os pressupostos se verifiquem infundados.

O responsável recordou ainda as queixas do clube quanto à violação do seu sistema informático, lamentando que ainda nenhuma autoridade nacional tenha dado seguimento às mesmas.

"O sistema informático do Benfica foi invadido. Isso é crime. Não há resultados desse crime. Verdadeiros ou falsos - e não interessa muito se são ou não - os emails são propalados como sendo próprios do Benfica. Na hipótese de o ser, é uma violação de correspondência", acusa.

João Correia revelou que já foram apresentadas "solicitações a todas as instâncias criminais em Portugal" e lamentou o facto de "até agora nada" ter sido feito.

"Ou há um lastro investigatório para agir com mais cautela face aos autores dos crimes ou algum desleixo. Aposto mais na primeira hipótese", concluiu.

RBA // NFO

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