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Ativismo de português na defesa de direitos LGBT em empresas leva a exposição artística

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/07/2017 Administrator

Um projeto para promover os direitos LGBT na empresa onde trabalhava levou Filipe Mota da Silva a juntar-se à curadora de arte Mara Alves para uma exposição e leilão sobre o tema, atualmente em curso em Londres.

Atualmente diretor de desenvolvimento negócios, especializado no setor da Energia, no grupo Tata, o português foi considerado em 2016 pelo Financial Times e pela organização OUTstanding em 2016 um dos 100 "futuros líderes" na promoção dos direitos das lésbicas, gay, bissexuais e transgénero (LGBT).

Esta nomeação, atribuída de acordo com a posição e influência profissional e pelas conquistas e impacto no local de trabalho, foi obtida devido ao ativismo no anterior emprego, na Infosys, onde liderou um comité de para criar políticas e regulamentação de proteção a colaboradores LGBT.

A formação de uma rede de cerca de 300 pessoas num universo de 250.000 empregados foi importante, disse à agência Lusa, porque na Índia, de onde é originária a consultora de serviços tecnológicos, a homossexualidade é ilegal.

"Era importante criar esse tipo de 'network' para salvaguardar algumas pessoas que trabalhavam connosco e estavam na Índia e que poderiam ter a opção de trabalhar em países onde podiam ser aceites", explicou.

Filipe Mota da Silva está agora a tentar replicar o protejo, mas numa escala maior, no grupo Tata, um conglomerado industrial com 700.000 empregados e um dos mais importantes na Índia.

Entretanto, quis expandir esta sua experiência na sensibilização e defesa dos direitos LGBT na área dos negócios para a arte, desafiando Mara Alves, uma curadora também radicada na capital britânica, a organizar um evento.

A exposição, referiu a programadora, reúne artistas que não são necessariamente ligados ou ativos na comunidade LGBT, mas cujo trabalho exprime autenticidade e integração através da diversidade.

"A meu ver a arte é a ponte perfeita desde sempre para levar uma mensagem quanto mais não seja na sua forma mais simples de ser, quando nos sentimos em paz a olhar para uma obra de arte", explicou à Lusa.

Dos 80 artistas convidados a participar, foram escolhidos 12 com "uma mensagem forte em termos da relação do corpo com o sofrimento interior e exterior e/ou com a obsessão pela beleza".

"Art of Being OUT" é uma exposição que inclui trabalhos em pintura, ilustração, desenho, escultura, fotografia e arte conceptual, em curso até 15 de julho na galeria D Contemporary.

Um dos selecionados é o fotógrafo português Pedro Matos, originário de Lisboa mas radicado em Londres há vários anos.

As obras vão estar à venda e também poderão ser compradas durante o evento especial de terça-feira, onde estarão presentes vários gestores de empresas importantes, durante um "leilão silencioso", que permite receber ofertas de colecionadores que querem ser discretos.

Os fundos revertem para a Galop, uma organização que luta pelo direito de igualdade e dá apoio a lésbica, gay, bissexual e transgénero (LGBT) vítimas de discriminação e violência.

Para além deste evento, Filipe Mota da Silva defende que é importante criar sensibilização para combater a intimidação [bullying] e discriminação que sentiu pessoalmente.

Apesar de estar consciente da sua homossexualidade desde a juventude, só a assumiu publicamente após sair do país para os EUA.

"Em Portugal, na área dos negócios [o tema] é claramente tabu", comentou.

O português lembra que a lista publicada todos os anos pelo Financial Times, e onde está em posição de relevância o compatriota António Simões, diretor executivo do HSBC, é "criar exemplos para as gerações futuras terem figuras de referência".

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