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Ativistas quenianos dos direitos humanos protestam contra morte de responsável eleitoral

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/08/2017 Administrator

Dezenas de defensores dos direitos humanos saíram hoje à rua na capital do Quénia para denunciar a morte de um alto responsável da Comissão Eleitoral, que surpreendeu o país a uma semana das eleições gerais.

O Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, manifestou-se "profundamente chocado" com a tortura e assassinato de Christopher Msando, um responsável encarregado pela supervisão do sistema informático da Comissão Eleitoral queniana (IEBC), cujo corpo foi encontrado este sábado com marcas de tortura, nas margens de uma floresta nos arredores de Nairobi.

Kenyatta sustentou através da rede social Twitter que a investigação da morte de Chris Msando deve poder "prosseguir calmamente" e avisou contra a "especulação irresponsável".

Msando não só era responsável pela gestão dos sistemas de tecnologia de informação na IEBC como tinha garantido publicamente aos eleitores a legalidade dos resultados das eleições gerais previstas para o próximo dia 08.

"É uma fonte de preocupação muito, muito profunda e queremos dizer à IEBC que há muita gente preocupada com esta morte", declarou, citado pela agência France Presse, George Kegoro, diretor da Comissão queniana dos Direitos do Homem, que liderou a manifestação até às instalações da comissão eleitoral.

"O Quénia tem uma história negra de assassinatos motivados por oportunismo político e esta sequência de eventos [em torno da morte de Msando] coloca-nos perante semelhanças espantosas que nos deixam o sentimento de já termos visto isto", acrescentou.

Analistas citados pela agência noticiosa Associated Press haviam já alertado para a possibilidade da violência vir a marcar estas eleições, cuja recandidatura de Kenyatta é fortemente contestada.

Já em 2007, as eleições no Quénia, denunciadas como fraudulentas pelos observadores internacionais, foram igualmente muito violentas, resultando na morte de mais de mil pessoas.

A principal formação da oposição -- Super Aliança Nacional - acusou Kenyatta de querer manipular as eleições, acusação que a Presidência queniana rejeitou. A coligação disse que a morte de Msando se trata de um assassinato com o objetivo de perturbar a votação.

As representações diplomáticas britânica e norte-americana em Nairobi manifestaram uma grave preocupação com a morte de Msando e ofereceram assistência à investigação.

O comandante da polícia queniana, Joseph Boinnet, anunciou a constituição de uma equipa especial para investigar a morte de Chris Msando.

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