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Autárquicas: BE apela a PSD que "deixe cair" André Ventura e a CDU e PS que recusem acordos

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

O cabeça-de-lista do BE em Loures apelou hoje ao presidente do PSD para que "deixe cair" o apoio ao candidato André Ventura, interpelando ainda CDU e PS para que recusem acordos de governação autárquica com os sociais-democratas.

"Estendemos esse apelo ao PS e à CDU, constituída pelo PCP e PEV. Que sejam claros, que se pronunciem, e fazemos votos que recusem e façam das palavras do Bloco as suas, que digam desde já que estão indisponíveis para fazer qualquer tipo de acordo de coligação, de maioria, de governo, com o PSD e com André Ventura", apelou Fabian Figueiredo.

Numa conferência de imprensa na sede do BE, em Lisboa, Fabian Figueiredo referiu-se ao "acordo de governo" que o atual presidente da Câmara, Bernardino Soares (CDU), mantém com o PSD, e ao executivo da freguesia de Santo António dos Cavaleiros, governado por PS e PSD.

O cabeça-de-lista do BE desafiou o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, a "questionar-se e ponderar seriamente" que "deixe cair André Ventura como candidato à Câmara Municipal de Loures", contra o qual os bloquistas moveram uma queixa-crime por incitamento ao ódio e discriminação racial, pela forma como se referiu à comunidade cigana.

"Pedro Passos Coelho tem de dizer ao país se o PSD, do centro-direita, passou a identificar-se com candidatos e candidaturas que se enquadram sem alguma dúvida no campo da extrema-direita onde também cabem Marine Le Penn, Donald Trump e Nigel Farage", desafiou.

O PSD reiterou hoje o apoio à candidatura, depois de o CDS-PP anunciar o abandono daquela coligação em Loures e ter expressado "profundo incómodo" com as declarações de André Ventura, entre as quais de que há pessoas que "vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado" e que acham "que estão acima das regras do Estado de direito", considerando que tal acontece particularmente com a comunidade cigana.

No apelo a CDU e PS, Fabian Figueiredo defendeu que os partidos se entendam em Loures numa "forma de governo dialogante à esquerda", apelando à recusa de entendimentos "com partidos políticos que promovam a discriminação racial e o incitamento ao ódio".

"É uma exigência democrática, é um sinal que temos de dar à comunidade, ao concelho de Loures, que não toleramos que no sexto maior município do país, um candidato de extrema-direita queira fazer campanha explorando os piores sentimentos sociais e atacando quem vive, quem trabalha, quem é nosso vizinho, atacando milhares de cidadãos no concelho de Loures", sustentou.

Sobre André Ventura, o candidato do BE considerou ainda caricato, mas também "demonstrativo do estilo 'trumpista'" do cabeça-de-lista do PSD, "decidir fazer campanha com a bandeira da insegurança no concelho, quando o pelouro da segurança, da polícia municipal, nos últimos quatro anos, esteve entregue ao vereador Nuno Botelho, do PSD".

O presidente da Câmara Municipal de Loures e candidato da CDU às autárquicas no concelho, Bernardino Soares, também lamentou hoje as declarações do candidato André Ventura sobre a comunidade cigana

Reagindo esta tarde às declarações do candidato do PSD e do PPM, o cabeça de lista da CDU no município e presidente da Câmara de Loures afirmou que tais "insinuações dão uma imagem errada do concelho" e "não correspondem de todo à verdade".

"Vejo essas insinuações do candidato André Ventura com estranheza, até porque o atual executivo é composto por dois vereadores do PSD e um deles tem pelouros ligados à questão da integração [Contrato Local de Segurança]. Loures é um concelho multicultural e integrador", sublinhou Bernardino Soares.

Numa entrevista publicada na semana passada pelo portal Notícias ao Minuto, André Ventura falou sobre uma "excessiva tolerância com alguns grupos e minorias étnicas".

Na segunda-feira, numa entrevista ao jornal i, questionado sobre de que minorias falava, André Ventura afirmou que há pessoas que "vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado" e que acham "que estão acima das regras do Estado de direito", considerando que tal acontece particularmente com a etnia cigana.

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