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Autárquicas: BE quer medidas para ter mais moradores no centro histórico de Bragança

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/09/2017 Administrator

O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Bragança, José Freire, defendeu hoje como uma das prioridades inverter a tendência de despovoamento do centro histórico da cidade, onde faltam pessoas, apesar da presença dos turistas.

A candidatura do Bloco às autárquicas de 01 de outubro promoveu hoje uma conferência de imprensa e uma visita à zona histórica de Bragança, com a presença do deputado Pedro Soares, para mostrar que "um dos principais problemas é a falta de pessoas".

"Estamos aqui no centro de Bragança e olhamos para os lados e vemos alguns turistas, que parece que andam a passear numa reserva natural", apontou o candidato.

Contrariar esta realidade faz parte do programa eleitoral do partido, para levar "gente para o centro histórico, que começa a ser visitado por bastantes turistas", mas tem cada vez menos residentes.

"Queremos ter cá gente, não queremos uma reserva para os turistas visitarem", enfatizou.

Uma das medidas apontadas é a Câmara recuperar alguns imóveis de que é proprietária e adquirir outros para habitação a preços controlados para jovens, sem deixa a questão "na mão de especulação imobiliária".

O despovoamento "é o maior problema", para o candidato, que defende que a Câmara deve ser "motor principal e tem que dar exemplo" para reverter esta realidade.

O Bloco de Esquerda "tem uma enorme expectativa relativamente à candidatura autárquica em Bragança", como vincou o deputado Pedro Soares, que, na deslocação à cidade transmontana, afirmou que o objetivo do partido "é colocar no debate as questões do interior, os problemas relativamente aos investimentos na reabilitação e na melhoria das condições de vida das populações", numa região com "problemas muito complexos ainda para resolver".

Para o deputado bloquista, "o país vive um problema grave que é o do excesso de centralismo e hoje mais do que nunca a questão da regionalização é um problema que tem de ser trazido para o topo da agenda política".

Pedro Soares apontou que "a distribuição dos fundos comunitários continua a ser muito desigual - o essencial do investimento público é feito nas regiões do litoral e, em primeiro lugar, nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto".

"Isto não acontece por acaso, acontece porque quem decide sobre estes fundos tem uma perspetiva centralista de concentração desses fundos nas áreas onde há mais população, com um desprezo brutal relativamente às populações do interior, que são fundamentais para a manutenção e ocupação do território e para o aproveitamento do território como uma fonte de desenvolvimento económico", afirmou.

Outra das medidas defendidas pelo Bloco de Esquerda é a regionalização: "Dar capacidade às pessoas que aqui vivem de poderem pronunciar-se e decidir sobre o futuro estratégico destas regiões".

As propostas do Governo de descentralização de competências para as autarquias são "insuficientes" para o Bloco de Esquerda, que entende que, "em vez de uma descentralização e de um processo de regionalização", se procura "atirar para as autarquias, para os municípios que já estão depauperados, responsabilidades que grande parte dos municípios não tem capacidade de enfrentar".

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