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Autárquicas/Bragança: Bloco aposta em José Freire contra o "interioricídio"

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/07/2017 Administrator

O Bloco de Esquerda (BE) apresentou hoje José Freire como candidato à Câmara de Bragança, com a presença da coordenadora, Catarina Martins, e a promessa de propostas contra o que esta considerou ser o "interioricídio" da política nacional.

A líder do bloco pediu ao Poder Local uma atitude diferente do centralismo que critica ao Poder Central e o candidato à Câmara de Bragança, José Freire, enumerou o que gostaria de ver alterado na política municipal.

O dirigente sindical de 53 anos prometeu lutar para "resgatar" os serviços municipais entregues a empresas privadas, reabilitar edifícios no centro histórico para habitação social e a preços controlados e assumir uma posição política contra a retirada de serviços na Saúde e pela devolução daquilo que foi retirado.

José Freire quer também políticas municipais para fixar os jovens estudantes que chegam ao politécnico de Bragança, oriundos de vários países estrangeiros e que fazem da instituição de Ensino Superior "um expoente de multiculturalidade".

Contribuir para o crescimento da expressão eleitoral do Bloco de Esquerda foi outro propósito enunciado pelo candidato que já tinha sido cabeça de lista do partido por Bragança nas últimas legislativas.

José Freire é dirigente do STAL (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local) e funcionário municipal na Câmara de Vimioso (distrito de Bragança), onde é também eleito do PS, na Assembleia Municipal.

O agora candidato à Câmara de Bragança contou, na apresentação pública, com a presença não anunciada da coordenadora, Catarina Martins, que falou contra as políticas que são "um convite a desertificar o Interior".

"Existe uma política nacional de 'interioricídio'. É 'interioricídio' cada vez que um Governo decide fechar um serviço público no Interior ou decide desgraduá-lo, usando como argumento o número da população e, portanto, o custo que tem por utente manter o serviço público", afirmou.

Para Catarina Martins, "não ajuda ao país que no Poder Local se reproduza o mesmo centralismo e o mesmo gerir negócio, em vez de fazer estratégia para o futuro, que há no Poder Central".

"E é preciso dizê-lo claramente: se o país é centralista demais e abandona o Interior, também o Poder Local é centralista e quantas vezes não abandona boa parte das suas freguesias que estão mais distantes do centro", continuou.

A líder do BE deu o exemplo do caso de Bragança, concelho onde ainda existem aldeias sem saneamento básico.

Aos que dizem que o Bloco de Esquerda é um partido muito centrado nas cidades do litoral, Catarina Martins responde que olhando "para as políticas e para as propostas, o Bloco de Esquerda é o partido que de uma forma mais consistente tem, nos últimos anos, trabalhado contra o 'interioricídio'".

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