Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Autárquicas/Bragança: Carlos Guerra pelo PS no concelho "seja qual for o resultado"

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/09/2017 Administrator

O presidente da Federação Distrital de Bragança do PS, Carlos Guerra, decidiu avançar para a corrida autárquica à Câmara da capital de distrito com a promessa de que cumprirá o mandato "seja qual for o resultado".

O PS foi afastado pelo PSD do poder autárquico em Bragança há 20 anos, tendo liderado o município durante dois mandatos, entre 1989 e 1997.

Um ano depois de ter assumido a distrital do partido, Carlos Guerra foi apresentado, pelo presidente da concelhia do PS, Luís Silvestre, "como um homem de coragem que decidiu sair do conforto do sofá para abraçar" a candidatura à Câmara de Bragança.

Carlos Guerra tem 61 anos, é arquiteto e um nome conhecido na região por ter sido diretor do Parque Natural de Montesinho e responsável pela Direção Regional de Agricultura, e por ter chegado à presidência nacional do então Instituto da Conservação da Natureza (ICN).

Fez assessoria e auditoria ambiental em diversos planos e projetos nas áreas do Ordenamento do Território, Ambiente e Ecoturismo em Portugal, Moçambique e Guiné-Bissau, e nos últimos anos tem estado ligado ao projeto de reativação da exploração mineira do ferro de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.

A candidatura à Câmara é encarada como "um desafio difícil, mas não impossível", e o candidato diz-se disposto "a conduzir um projeto autárquico que ultrapasse o arranjo de rotundas e lancis e que devolva a Bragança alguma da centralidade que já teve".

O candidato socialista considera que quem lidera a autarquia com o nome do distrito deve ter "um papel importante na articulação" de toda a região e não "olhar apenas para o próprio umbigo" ou "estar sentado à espera de soluções".

"É inaceitável que um distrito com tanto potencial tenha tantos problemas. Há um grande problema de articulação e criação de sinergias entre os diferentes municípios", defende, acrescentando que o atual presidente, o social-democrata Hernâni Dias, "não tem tido esse papel".

Para Carlos Guerra, vai ser travada nestas autárquicas "uma luta entre projetos" e defende que "não vai haver desenvolvimento económico em Bragança enquanto a autoestrada entre Quintanilha e Zamora (Espanha) não estiver concluída", considerando esta ligação "prioritária" por que faz parte de uma rede europeia de estradas.

O candidato lamenta "a perda de influência" de Bragança e aponta que "nos anos de 1960, se não era o primeiro, era o segundo eixo territorial" da região transmontana, enquanto agora "é o quarto, depois de Vila Real, Mirandela e Valpaços".

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon