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Autárquicas: Câmara de Cascais fez dívida para ajudar Governo de Passos -- Gabriela Canavilhas (PS)

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

A candidata socialista à presidência da Câmara de Cascais acusou hoje o executivo autárquico de ter duplicado a dívida do município com a compra de imóveis do Estado para ajudar as receitas do Governo de Passos Coelho.

Estas posições foram assumidas pela deputada do PS e antiga ministra socialista da Cultura Gabriela Canavilhas na sessão de apresentação da sua candidatura ao lugar de presidente da Câmara de Cascais, num discurso com muitas críticas nos planos social, económico e cultural ao atual detentor do cargo, o social-democrata Carlos Carreiras.

Num discurso em que prometeu duplicar a devolução (da componente municipal) de IRS aos cidadãos caso seja eleita presidente da Câmara de Cascais, Gabriela Canavilhas defendeu também a ideia de que a classe média do concelho está a ser penalizada pelas opções "sectárias" da atual gestão camarária PSD/CDS-PP.

"A dívida da autarquia duplicou em dez anos com a compra de diversos imóveis do Estado, sobretudo entre 2011 e 2015, num esforço evidente do PSD e do CDS-PP de Cascais de ajudarem o Governo de Pedro Passos Coelho à custa do orçamento da autarquia", acusou.

Na sua intervenção, com o ex-candidato presidencial Sampaio da Nóvoa na assistência, Gabriela Canavilhas prometeu colocar Cascais na linha da frente dos investimentos em novas tecnologias, levando o wi-fi gratuito a grandes espaços públicos, como praças, escolas ou bibliotecas.

"É uma área decisiva para a inclusão social. Obriga à literacia das novas tecnologias", justificou a antiga ministra da Cultura.

Gabriela Canavilhas defendeu depois a consolidação do Ensino Superior em Cascais, dando primazia à área da investigação em torno do mar.

"Não há qualquer desenvolvimento do território sem ter a cultura como base", advogou também a candidata socialista, dizendo que esta área se liga "com a educação, com o turismo, com o ambiente e com o urbanismo qualificado".

"É inaceitável que o quinto maior concelho do país não tenha na sua orgânica camarária um vereador para a cultura. Em Cascais não há. Por isso, temos só programações avulsas: Festas e eventos de massas, criticou, recebendo aqui uma prolongada salva de palmas.

Neste ponto, Gabriela Canavilhas deixou "uma garantia: Com o PS, a cultura, porque é um dos mais importantes fatores de combate à exclusão social, terá relevância e estrutura".

"Investir na cultura é investir na identidade de Cascais, na coesão e projeção internacional deste concelho", acrescentou a atual deputada socialista.

Gabriela Canavilhas referiu-se ainda aos 3,8 milhões de euros investidos pela gestão autárquica nas conferências do Estoril.

"Mas essa mesma Câmara não se interessou em trazer para Cascais, em parceria com o Governo, o espólio das 14 mil peças do Centro Nacional de Arqueologia Subaquática com muitos testemunhos da História deste município. Este espólio devia estar em Cascais", defendeu.

Na primeira intervenção da sessão, o presidente da Fundação do Oriente, Carlos Monjardino, defendeu que a candidata socialista à Câmara de Cascais não tem apenas um discurso cultural, porque "interessa-se pelas contas".

O mandatário da candidatura de Gabriela Canavilhas elogiou também os mandatos do antigo presidente da Câmara de Cascais José Luís Judas na década de 1990.

"Que esses resultados [de José Luís Judas] se repitam nas próximas eleições autárquicas, porque Gabriela Canavilhas é uma fora de série", disse.

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