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Autárquicas: Candidatas do BE querem "municípios livres de violência de género"

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/09/2017 Administrator

Candidatas e autarcas do BE aprovaram hoje, em Torres Novas, um manifesto para a criação de "municípios livres de violência de género", propondo uma "agenda local para a igualdade".

A proposta saiu do encontro que reuniu, na Biblioteca Municipal de Torres Novas, no distrito de Santarém, mulheres autarcas e candidatas pelo BE às eleições de 01 de outubro, vindas de vários pontos do país.

A coordenadora do BE, Catarina Martins, que participou no debate que antecedeu a aprovação do documento, realçou que "as questões feministas não estão ultrapassadas, porque as mulheres continuam a ser vítimas, continuam a ser assassinadas, continuam a ganhar menos que os homens".

"Quando nos dizem que ficámos sem causas fraturantes, o Bloco nunca quis criar nenhuma fratura. O que faz é sarar feridas e onde há desigualdade criar igualdade", disse.

Catarina Martins realçou a proposta de criação de "gabinetes de apoio de proximidade", nas freguesias, um local "onde as pessoas que são vítimas de violência, de algum tipo de descriminação, se possam dirigir e saber como podem efetivar os seus direitos".

Por outro lado, destacou a proposta de criação de "planos educativos contra a violência", que permitam "começar a fazer um trabalho desde o jardim infantil para acabar com a descriminação de género, com os estereótipos que alimentam ciclos de violência".

No encontro, que teve como anfitriã a vereadora do BE na Câmara de Torres Novas, Helena Pinto, foi assumido o compromisso de intervenção em "cinco eixos estratégicos", com medidas concretas adaptadas à realidade de cada território.

Entre as propostas apresentadas contam-se a transformação da comunicação institucional, para que se torne "inclusiva e abrangente", a realização de estudos para a elaboração de planos locais de intervenção contra a violência de género, a produção de materiais e campanhas dirigidas a públicos de todas as idades.

A inclusão nos planos educativos municipais e nas cartas educativas concelhias de medidas que levem à "desconstrução dos papeis de género e a promoção de uma cultura de igualdade e resolução pacífica de conflitos", foram outras das propostas apresentadas.

Foi igualmente defendida a assunção de um "compromisso precariedade zero nas autarquias" e o reforço das políticas para autonomização das vítimas, com garantia de habitação ou, preferentemente, de segurança para que seja o agressor e não a vítima a sair de casa, assim como o direito à circulação segura no espaço público e uma atenção particular às mulheres idosas e às imigrantes.

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