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Autárquicas: Candidato do BE/Vila Real enfrenta barreiras para entrar no tribunal

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/08/2017 Administrator

O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Vila Real enfrentou hoje os primeiros obstáculos nesta corrida eleitoral ao não conseguir entrar no Tribunal de Vila Real que se revelou "inacessível" para cadeira de rodas.

Mário Gonçalves, com 45 anos e natural de Vila Real, é candidato independente pelo Bloco de Esquerda às autárquicas de 01 de outubro. O cabeça de lista ficou tetraplégico num acidente de mergulho em 1991 e desloca-se numa cadeira de rodas elétrica.

A candidatura do BE entregou hoje as listas candidatas aos órgãos autárquicos no Tribunal de Vila Real, mas Mário Gonçalves teve que ficar do lado de fora do edifício.

"A entrada no tribunal foi completamente impossível. A entrada principal tem uma série de degraus (...), e a entrada lateral tem um degrau e não há nenhuma rampa que possa auxiliar, uma rampa amovível, o que de facto condicionou a minha entrada e a entrega da lista", afirmou aos jornalistas.

Mas, segundo o candidato, as dificuldades começaram logo no estacionamento, porque nesta área próxima do tribunal, que se localiza no centro da cidade, "só há um lugar de estacionamento" para pessoas com mobilidade reduzida, o qual já estava ocupado.

Depois, já em frente ao edifício, teve ainda que fazer o percurso pela estrada de paralelo e andar cerca de 200 metros até encontrar uma rampa para subir para o passeio e descer de volta ao tribunal.

As listas acabaram por ser entregues pela mandatária da candidatura, Mariana Falcato, e por outros elementos do BE.

Mário Gonçalves salientou que "Vila Real ainda é, de facto, uma cidade com poucas acessibilidades".

"Nós queremos quebrar barreiras, sejam elas físicas ou arquitetónicas, psicológicas e fazer com que as pessoas compreendam. A nossa campanha não será só sobre esse eixo programático mas, de facto, é uma das nossas bandeiras.

O lema da candidatura do Bloco é "Cidadania sem barreiras", sejam elas "físicas, psicológicas ou até de preconceito em relação à deficiência".

O BE defende a implementação de um plano municipal de inclusão, que incluiu um plano de acessibilidades pedonal.

"Estamos em crer que é responsabilidade camarária também ter um gabinete de atendimento dirigido à pessoa com deficiência, onde possam ser inseridas as questões do emprego ou obras. Isto, numa perspetiva socializadora da pessoa estar inserida na sociedade e não na perspetiva que existe hoje que é perspetiva assistencialista", frisou.

O candidato quer fazer um levantamento de quantas pessoas existem no concelho com dificuldades, ver quais são essas dificuldades e onde é que eles estão localizados. "O objetivo é ajudarmos da melhor forma essas pessoas", salientou.

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