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Autárquicas: Candidato do Bloco de Esquerda a Vila Real quer quebrar barreiras

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/07/2017 Administrator

O Bloco de Esquerda (BE) anunciou hoje a candidatura de Mário Gonçalves à Câmara de Vila Real, um tetraplégico que quer quebrar barreiras e incentivar à participação cívica e política dos cidadãos com necessidades especiais.

Mário Gonçalves, com 45 anos e natural de Vila Real, é candidato independente pelo Bloco de Esquerda às autárquicas de 01 de outubro. É licenciado em psicologia e atualmente encontra-se desempregado.

O lema da candidatura do Bloco é "Cidadania sem barreiras", sejam elas "físicas, psicológicas ou até de preconceito em relação à deficiência".

O candidato vive este problema na primeira pessoa, depois de ter ficado tetraplégico num acidente de mergulho em 1991.

Mário Gonçalves disse que se identificou com o BE porque o partido "pegou na bandeira das acessibilidades".

"E, em Vila Real, eu posso testemunhar que ainda é uma cidade muito difícil, em um quarto de século pouco mudou nesta matéria", frisou, dando como exemplos dificuldades no acesso a edifícios públicos, como o tribunal ou o registo civil, ou até passear apenas pelo centro histórico devido aos passeios estreitos.

O candidato defendeu a implementação de um plano municipal de inclusão, um melhor urbanismo para a cidade, a ampliação do Parque Corgo, um plano de requalificação da Avenida Carvalho Araújo, o reforço do orçamento para a cultura e a criação de um museu dedicado às corridas automóveis na antiga panificadora projetada por Nadir Afonso e que está, atualmente, ao abandono.

O BE de Vila Real quis dar o exemplo no desafio das acessibilidades e, por isso, mudou a sede do partido para um edifício acessível para todos. O candidato espera, agora, que esta medida sirva de exemplo para os outros partidos.

"Porque é que uma pessoa com deficiência não há-de estar nestas lides partidárias ou em qualquer outro cargo político. Espero que o BE seja exemplo para os restantes partidos, para que mais pessoas com deficiência possam entrar na luta partidária e defender os seus ideais, seja à esquerda seja à direita", sublinhou.

Mário Gonçalves frisou que aceitou este desafio porque sentiu também no Bloco uma "abertura total à sociedade civil".

A coordenadora do BE, Catarina Martins, marcou presença na apresentação desta candidatura que classificou como "especial", também porque 80% dos candidatos e candidatadas não são militantes do Bloco.

"Para o BE, as eleições autárquicas não são um pormenor nem coisa de somenos. Não estamos aqui para marcar calendário mas sim porque achamos que é muito importante fazer diferente no poder autárquico", frisou.

A líder bloquista; Catarina Martins, disse ter a consciência de que "existe um atraso real no interior do país e em Vila Real", mas, mais do que isso, tem a "certeza absoluta" que as políticas que têm vindo a ser seguidas têm um nome: "interioricídio".

"Vezes demais as campanhas autárquicas têm sido um desfilar das promessas das obras de betão e muitas vezes, vezes demais, o que se faz de balanço de mandato é o da obra feita e nunca dos direitos conquistados", salientou.

O atual presidente da Câmara de Vila Real, o socialista Rui Santos, vai recandidatar-se a um segundo mandato. Pelo PSD candidata-se António Carvalho, o CDS-PP escolheu Joana Rapazote e CDU João Paulo Correia.

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