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Autárquicas: Candidato do PS a Bragança acusa gestão PSD de não cumprir com promessas

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/07/2017 Administrator

O candidato do PS à Câmara de Bragança, Carlos Guerra, acusou a gestão social-democrata de ter um excedente de dez milhões de euros no banco, enquanto continuam por cumprir prioridades como a água e saneamento nas aldeias.

A candidatura socialista fez, em conferência de imprensa, o balanço dos últimos quatro anos de gestão autárquica e apontou mais de 20 propostas por cumprir do programa eleitoral do atual presidente e recandidato, Hernâni Dias (PSD), que disse, recentemente, que a única promessa por cumprir é a criação da feira do gado.

Entre as promessas por cumprir elencadas pelo adversário socialista estão os problemas de água e saneamento, com Carlos Guerra a defender entre as prioridades a substituição das tubagens em fibrocimento que ainda servem "várias" povoações do concelho.

Na opinião do candidato socialista, "mandava o mais elementar bom senso" que, em vez do executivo social-democrata preferir ter no banco "mais de dez milhões de euros de 'superavit' (excedente financeiro)", o dinheiro fosse investido nas prioridades das populações.

"Dentro das prioridades de Bragança, mandava o mais elementar bom senso, sobretudo quando existe essa disponibilidade financeira, que se procedesse tão rápido quanto possível à substituição das tubagens de fibrocimento por tubagens de plástico ou PVC, que garantem uma maior segurança no abastecimento público de água", afirmou.

O candidato explicou que a existência de tubagens em fibrocimento ou tubos de amianto "não é uma situação proibida".

"Não é recomendado. Na Europa ainda não é proibido, mas por exemplo nos Estados Unidos e no Canadá é absolutamente proibido", apontou, afirmando que "não deixa de ser curioso" que não se possa ter "fibrocimento no telhado das casas, nem dos edifícios públicos, mas que em grande parte das aldeias as pessoas sejam abastecidas de água em tubos de fibrocimento".

Para Carlos Guerra, o presidente da câmara "ou vive numa realidade virtual, e pensa que está realizado aquilo que não está, ou de facto tem uma má assessoria, que lhe diz que as coisas estão feitas".

O candidato do PS voltou a insistir nos dez milhões para defender que "ou a câmara municipal considera que está tudo feito e não é preciso gastar esse dinheiro, investir dinheiro na qualificação da vida e na economia do concelho, ou tem péssimo sentido de gestão da causa pública".

"Porque, de facto, dinheiro que é entregue à câmara municipal para investimentos, se aparece no relatório de contas como 'superavit', há aqui alguma coisa que não bate certo", continuou.

Relativamente às propostas do PS, o candidato disse que "serão apresentadas a seu tempo".

O PSD é poder no concelho de Bragança há 20 anos consecutivos. O atual presidente, Hernâni Dias, foi eleito há quatro anos e recandidata-se a um segundo mandato.

A Lusa tentou ouvir o autarca Hernâni Dias, mas tal não foi possível até ao momento.

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