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Autárquicas: Candidato do PS a Bragança quer alterações no Parque de Montesinho

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/09/2017 Administrator

O candidato do PS à Câmara de Bragança, Carlos Guerra, defendeu hoje alterações "profundas" no Parque Natural de Montesinho que passem a compatibilizar o modo de vida das populações com a proteção dos valores naturais.

Carlos Guerra foi diretor de Montesinho e presidente do Instituto de Conservação da Natureza e defende uma revisão "profunda" do Plano de Ornamento desta área protegida que abrange os concelhos de Vinhais e Bragança para "uma gestão mais participada" como a que disse existir quando deixou a direção, em 1998.

A candidatura do PS à Câmara de Bragança promoveu hoje um debate sobre o futuro do parque que já foi considerado "a joia da coroa" da conservação da Natureza em Portugal e que atualmente é conhecido pelo conflito com as populações, no entender do candidato socialista, porque passou a defender só os valores naturais e esqueceu-se de quem lá vive.

Carlos Guerra defendeu que são necessárias alterações "mais profundas" do que o despacho recente do Governo a pedir, no prazo de 15 meses, ao Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) a revisão do Plano de Ordenamento, que o candidato considerou como "uma operação de cosmética.

Se for eleito, afirmou que a primeira questão que colocará, em negociação com o Governo, será "proceder, juntamente com a Câmara de Vinhais, à solicitação de uma revisão de fundo do Plano de Ordenamento da área protegida".

"Grande parte do conflito latente que existe, neste momento, entre as populações e o parque tem a ver, não só com a redução absolutamente anormal daquilo que era a capacidade de investimento, como também pelo facto de as autarquias terem sido completamente arredadas do processo de gestão da área protegida", considerou.

Sem alterações profundas ao plano aprovado em 2008, Carlos Guerra entende que nunca será possível "conseguir compatibilizar aquilo que se pretende, que é um parque que seja um exemplo de desenvolvimento sustentável, com aquilo que é a vontade das populações, que é puderem viver nas suas terras e terem uma qualidade de vida normal".

O conflito existe, na opinião do candidato, "sobretudo porque se perdeu a perspetiva de que hoje o que existe no parque, os valores naturais, são o resultado daquilo que as pessoas fizeram durante muitos anos".

"Eu penso que o maior problema é que o Plano de Ordenamento que foi feito e aprovado em 2008, e que a autarquia na altura aprovou, deixou de ter como principal objetivo aquilo que deve ser o dos parques naturais, que é serem espaço exemplares de desenvolvimento sustentado, uma compatibilidade total entre o desenvolvimento e do modo de vida das populações e aquilo que é a proteção dos valores naturais", apontou.

O candidato referiu ainda que as autarquias já têm competências nas áreas protegidas, mas "não as exercem, é mais fácil poder ter alguém com as costas largas e, neste caso, o parque tem as costas largas para muita coisa".

Segundo elencou, nessas competências constam "limpeza de caminhos, prevenção de fogos florestais, alguns dos equipamentos, nomeadamente os de acolhimento para piqueniques, parques de merendas, sinalização, etc".

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