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Autárquicas: Candidato PSD/CDS em Gondomar quer "pactos de regime"

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/09/2017 Administrator

O candidato da coligação PSD/CDS-PP à Câmara de Gondomar desafiou hoje os adversários a fazerem "pactos de regime" relativamente à reivindicação de uma linha do metro e à dívida camarária, considerando que "estes temas estão a inquinar o debate".

"Não conseguimos discutir outras propostas e outros programas se não ultrapassarmos as questões do metro e dívida. E para ambas proponho um pacto de regime com todos os partidos. É pena que nenhum se esteja a mostrar recetivo. É pena porque é preciso ultrapassar isto e começar a pensar Gondomar de forma mais positiva", disse à agência Lusa Rafael Amorim.

Em relação ao metro, o candidato quer que todos os partidos se unam para reivindicar a chegada da linha ao centro do concelho e já em relação à dívida pede "concertação", sugerindo "menos obra e menos eventos e pagamento de dívida sem cortar nas prestações sociais".

Rafael Amorim afirmou que "é possível incluir neste quadro comunitário de apoio a ligação de metro Fânzeres/S. Cosme", mas para isso diz ser necessária "uma reivindicação forte junto do Governo, convencendo-o a reavaliar as prioridades anunciadas para Gaia e Porto".

"Este ano estavam reunidas as condições perfeitas para conseguirmos metro até ao centro de Gondomar. O presidente de câmara é do PS, é coordenador da área dos transportes da AMP, os principais vizinhos são PS e o Governo é socialista. Mas ele [Marco Martins] não conseguiu e Porto e Gaia ficaram com novas linhas que, do meu ponto de vista, não são tão prioritárias como é a de Gondomar", referiu Rafael Amorim.

O candidato da coligação PSD/CDS-PP defendeu que a linha Fânzeres/S. Cosme custa cerca de 50 milhões de euros e que parte deste valor pode ser pago por empréstimo BEI [Banco Europeu de Investimento] e outra parte no âmbito do POSEUR [Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos].

Quanto à dívida, Rafael Amorim acusou o atual presidente da câmara de Gondomar e recandidato pelo PS de estar a "mentir" sobre os valores de redução, utilizando documentos camarários e comparando-os com cartazes colocados no concelho.

"A dívida da câmara em 2013 era de 111 milhões de euros. Neste momento é de 100 milhões de euros. São os documentos oficiais da câmara que o dizem. A redução da dívida, a ter ocorrido, foi de 11 milhões de euros. Não podemos ter um presidente de câmara que coloca 'outdoors' mentirosos. Em 2015 falou em redução de 18 milhões. É mentira. E em 2017 fala em 50 milhões de euros [referindo-se a um segundo 'outdor']. É impossível", disse Rafael Amorim, frisando que "não podem ser usados números de abatimentos ainda por fazer".

"O atual presidente não pode usar o valor da EDP [referindo-se a um acordo de abatimento de dívida anunciado pelo executivo socialista] nem o da história da ETAR [sentença que obriga à devolução fundos comunitários]. Porque tanto um como outro caso são expectativas. Não pode dizer que abateu uma coisa que ainda não aconteceu. Ele [Marco Martins] tem de se cingir aos documentos contabilísticos da Câmara", disse o cabeça de lista da candidatura "Gondomar no Coração".

A agência Lusa contactou Marco Martins, no sentido de esclarecer os valores da dívida da Câmara de Gondomar, e a disparidade entre os 50 milhões inscritos no cartaz e os 11 milhões referidos por Rafael Amorim, tendo o candidato do PS enumerado: "foram abatidos 27,2 milhões em amortização de capital, cerca de 20 milhões referem-se a um acordo com a EDP que está garantido e não é expectativa e dois milhões são coisas pontuais".

"O candidato do PSD não conhece o território, não conhece Gondomar. Só cá esteve três anos fechado num gabinete [quando trabalhou com Valentim Loureiro]. Isto só demonstra a ignorância, o completo desconhecimento e a incoerência do candidato do PSD", disse Marco Martins.

Também são candidatos a Gondomar, distrito do Porto, além dos nomes citados, Valentim Loureiro (Independente), Daniel Vieira (CDU) e Rui Nóvoa (Bloco de Esquerda).

As eleições autárquicas realizam-se a 01 de outubro.

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