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Autárquicas: Candidatos em Figueiró dos Vinhos propõem restrições nas aldeias e diversidade da floresta

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/09/2017 Administrator

Três dos quatro candidatos à Câmara de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria, veem com bons olhos um projeto de reflorestação para uma maior diversificação da floresta, mas há quem sublinhe que não se pode ser radical.

O candidato do PS e atual presidente de Câmara, Jorge Abreu, o candidato do PSD, Filipe Silva, e o candidato pelo Movimento Figueiró Independente (MFI), Carlos Lopes, pretendem reforçar os mecanismos de proteção civil e todos defendem uma floresta diferente para o concelho afetado pelo incêndio de Pedrógão Grande, apesar de diferenças no discurso.

Jorge Abreu considera que, aquando da aplicação do projeto-piloto de reflorestação na área afetada por aquele grande incêndio, será necessário criar "restrições à plantação de espécies mais combustíveis, nas áreas mais próximas dos aglomerados populacionais, da rede viária" ou de espaços industriais, turísticos e outros, permitindo apenas espécies mais resistentes ao fogo nessas zonas.

O candidato socialista defende ainda que se deve avançar com ações para minimizar "a exposição aos fenómenos climatéricos", aplicar uma estratégia de gestão florestal e definir perímetros de proteção junto às localidades onde a realização do cadastro, limpeza e corte de arvoredo tem de ser prioritário.

Já Filipe Silva, candidato pelo PSD, sublinha que não se pode deixar a floresta ou considerar que "o inimigo é o eucalipto", considerando que a base da economia local passa, "em particular, pela floresta intensiva e pelo eucalipto".

Dessa forma, para o atual presidente da União de Freguesias de Figueiró dos Vinhos e Bairradas não se deve abandonar a exploração do eucalipto, mas garantir uma "floresta mais diversificada", com partes de "floresta intensiva, de proteção e de conservação".

Para Filipe Silva, há que "olhar para a floresta de outra forma" e potenciar "o uso múltiplo" deste recurso, nomeadamente através da caça, da pesca ou do turismo em meio rural.

A posição do candidato pelo MFI, Carlos Lopes, não é muito diferente no que diz respeito à floresta, referindo que, apesar de se ter de ordenar de forma diferente a floresta, não se pode ser "fundamentalista" e "banir a plantação dos eucaliptos".

"Seria um erro, em termos económicos", disse à agência Lusa o ex-deputado do PS, considerando que é preciso criar uma estratégia a partir da base, falando com os proprietários e habitantes locais para avançar com experiências que não passem pelos eucaliptos, mas que também possam ser rentáveis.

Segundo Carlos Lopes, será necessário haver incentivos para os proprietários de forma a avançar-se com outro tipo de explorações.

Contactado pela Lusa, o candidato à Câmara pela CDU, Fernando Valdez, escusou-se a prestar declarações.

As eleições realizam-se a 01 de outubro. Em 2013, o PS conquistou três mandatos e o PSD dois.

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