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Autárquicas: Candidatura independente em Albufeira afastada das eleições

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

A candidatura do Movimento Independente Viver Albufeira (VIVA) aos órgãos autárquicos da cidade algarvia foi rejeitada pelo tribunal, que "valorizou excessivamente meras irregularidades administrativas com as assinaturas dos proponentes", lamentou à Lusa o porta-voz do movimento.

O VIVA iria voltar a apresentar-se aos eleitores de Albufeira com a vereadora Ana Vidigal como candidata à presidência da Câmara, mas a decisão judicial, que foi contestada pelo Movimento, "valorizou mais esse erro administrativo do que o envolvimento de mais de 2.000 pessoas nesta candidatura independente", disse o porta-voz, Carlos Lima.

A mesma fonte explicou à Lusa que o Movimento apresentou inicialmente cerca de 1.300 assinaturas, quando legalmente só eram necessárias 1.044, mas após a apresentação das listas em tribunal, a 07 de agosto, foi comunicada a existência de algumas irregularidades com assinaturas dos proponentes da candidatura.

"Estivemos 48 horas a trabalhar ininterruptamente para corrigir a informação que faltava, mas como não nos foi dito pelo tribunal o que tinha de ser corrigido, o movimento juntou a informação que achava estar em falta e que se prendia com o comprovativo de que os proponentes eram mesmo eleitores em Albufeira, assim como novas 800 assinaturas", disse a mesma fonte.

Mas a decisão do tribunal manteve-se, por considerar que as irregularidades não tinham sido sanadas e que as novas assinaturas não eram válidas, por terem sido apresentadas após 07 de agosto, explicou.

O Movimento VIVA recorreu depois para o Tribunal Constitucional, mas esta instância também não lhe deu razão e a candidatura aos órgãos autárquicos de Albufeira foi definitivamente afastada do ato eleitoral de 01 de outubro.

A decisão foi recebida como "um balde de água fria" pelos responsáveis do Movimento VIVA, que conseguiu em 2013 eleger Ana Vidigal como vereadora.

Em 2013, Ana Vidigal chegou a ser apresentada como candidata independente do CDS-PP à Câmara de Albufeira, mas depois distanciou-se do partido e foi a votos pelo VIVA, conquistando um dos sete mandatos em disputa na autarquia.

Agora, vai ficar de fora do escrutínio, mas Carlos Lima anunciou à Lusa que está a ser equacionada a constituição formal do VIVA como movimento cívico, para permitir que os seus integrantes continuem ativos na vida política do concelho.

Albufeira é um dos 16 municípios do Algarve e, atualmente, o PSD tem a presidência da câmara e três dos sete mandatos, enquanto o PS tem outros três e a lista independente de Ana Vidigal um.

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