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Autárquicas: Candidatura independente em Vila do Conde excluída por irregularidades

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/08/2017 Administrator

A candidatura do 'Movimento Independente por Vila de Conde' aos órgãos autárquicos da localidade foi chumbada pelo tribunal devido a irregularidades nas assinaturas recolhidas.

Em causa está a duplicação de cerca de 800 assinaturas de cidadãos que manifestaram o apoio à candidatura do movimento à Câmara Municipal e Assembleia Municipal local, que foram fotocopiadas para que se atingisse o número exigido legalmente.

Luís Vilela, cabeça de lista do Movimento Independente de Vila de Conde à Câmara Municipal, confirmou à Lusa que o Tribunal da Póvoa de Varzim, que supervisiona o processo de aceitação das candidaturas, rejeitou a mesma, embora se tenha desresponsabilizado do sucedido.

"Fui convidado para encabeçar este movimento e tinha a incumbência de preparar as listas, mas a parte da recolha das assinaturas ficou com um outro responsável, que me ia dizendo que tudo estava a correr bem, para não estar preocupado", contou Luís Vilela.

No dia da entrega da candidatura no tribunal, a 7 de agosto, Luís Vilela diz "ter visto um monte de folhas com assinaturas" e ter ficado "descansado" com essa vertente, confiando no trabalho desse responsável pelo movimento.

No entanto, a desilusão do candidato viria a acontecer a 10 de agosto, quando o tribunal notificou a mandatária da lista, dando conta de irregularidades no processo.

"Pensava que esse tratava de pequenos erros, de algum nome ou um número que não estivessem corretos, mas quando o oficial de justiça me entregou uma série de folhas com assinaturas fotocopiadas, quase morri", comentou Luís Vilela.

Apesar de o tribunal ter dado um prazo de três dias para que a situação fosse reposta, a candidatura não conseguiu.

"Ainda conseguimos cerca de 400 assinaturas nesses dias, mas eram precisas mais do dobro para retificar a situação, e já não conseguimos. Se tivéssemos mais algum tempo seria certamente possível", contou.

Luís Vilela afirmou que o responsável do movimento pela recolha das assinaturas "já assumiu o erro e pediu desculpas pelo seu ato ", mas considera que tal não é suficiente.

"Termos nos próximos dias uma reunião com a nossa mandatária, e iremos intentar uma ação judicial, porque quero que a verdade seja esclarecida, e, sobretudo, limpar o nome", reiterou.

Estando definitivamente fora das eleições autárquicas de outubro, Luís Vilela, que em março saiu em rotura com a estrutura local do PSD, diz ter sido já sondado para dar o seu apoio às candidaturas do PS e também do PSD no concelho.

"Não estou virado para me ligar a ninguém, pois quero a partir de janeiro criar um movimento independente mais profissional para preparar outros objetivos", rematou.

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