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Autárquicas: Costa considera que manutenção do candidato do PSD em Loures "desonra" Passos

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

O secretário-geral do PS acusou hoje o presidente do PSD de falta de coragem por manter o candidato social-democrata em Loures, André Ventura, dizendo que as posições "racistas" deste desonram quem não lhe retirou a confiança política.

António Costa referiu-se ao caso gerado pelas críticas à comunidade cigana feitas pelo candidato do PSD à Câmara de Loures, André Ventura, durante a sessão de apresentação da candidatura da antiga ministra socialista da Cultura Gabriela Canavilhas à presidência da Câmara de Cascais.

O secretário-geral do PS começou por se referir a este episódio da campanha em Loures em forma de pergunta: "Já viram a triste situação em que eu estaria se fosse líder do PSD e estivesse no concelho de Loures a apoiar um candidato que desonra qualquer partido democrático?"

"Agora imaginem com que cara estava aqui a apoiar um candidato em Cascais se tinha estado antes a apoiar um candidato como aquele que têm [no PSD] em Loures e que ainda não teve a coragem de retirar a confiança política, como se impõe num Estado democrático a quem é defensor da liberdade, da democracia e dos direitos humanos. Não, não é possível não retirar imediatamente a confiança política a um candidato dessa natureza", afirmou o secretário-geral do PS.

António Costa foi mais longe nas suas críticas ao presidente do PSD, considerando que "um candidato racista não desonra só uma candidatura em Loures".

"Desonra o partido que o apresenta, o líder que não lhe retira a confiança política e, infelizmente, desonra tantos e tantos excelentes autarcas do PSD que não mereciam ombrear com um candidato que desonra a democracia portuguesa", afirmou.

A ouvir estas palavras de António Costa estavam os ministros da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e o embaixador e antigo secretário de Estado dos Assuntos Europeus Seixas da Costa.

Na sua intervenção, António Costa começou por apresentar o PS como um partido "espaço de confluência" de elementos que se integraram em movimentos de cidadãos, caso da candidata socialista à presidência da Assembleia Municipal de Cascais, Isabel Magalhães.

Segundo a tese de António Costa, o PS é também "um espaço de confluência" de cidadãos vindos de outras forças políticas, dando então como exemplo dois antigos presidentes de Câmara de Cascais, Helena Roseta (independente do PS e fundadora do PPD/PSD) e José Luís Judas (antigo líder da CGTP-IN e dirigente do PCP).

Em relação a Gabriela Canavilhas, o secretário-geral do PS considerou que "seria impossível" os socialistas apresentarem um melhor candidata à Câmara de Cascais, definindo a antiga ministra como "uma notável figura da cultura" e uma "excelente gestora", que "sabe qual importância das autarquias locais".

Num discurso com cerca de 15 minutos, António Costa deixou uma breve nota sobre o Governo no que toca à evolução económica do país.

"Temos bons motivos para estar satisfeitos com os resultados da nossa economia e podermos que os comissários europeus hoje chegam a Portugal já não para mostrarem preocupação, mas para manifestarem satisfação. Temos de ter a noção que, para este caminho continuar, é preciso prosseguir esta política, alargá-la, incluindo neste esforço os diferentes concelhos e freguesias, porque hoje não se governa só a partir do Terreiro do Paço", disse.

Numa referência indireta às propostas de descentralização apresentadas pelo Governo, o líder socialista completou: "Hoje, só se governa em parceria com as autarquias locais".

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