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Autárquicas: Cristas ouviu queixas sobre rendas, transportes e limpeza na Ajuda

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/08/2017 Administrator

A falta de transportes, a limpeza das ruas e as rendas de casa foram as principais queixas transmitidas hoje pelos habitantes da freguesia da Ajuda a Assunção Cristas, candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa.

A presidente do CDS-PP deslocou-se esta manhã a "uma das freguesias mais envelhecidas" de Lisboa para apoiar uma iniciativa do candidato dos centristas à junta, Nuno Moreira: uma "carrinha para levar os fregueses", gratuitamente, aos principais pontos da Ajuda -- centro de saúde, mercado, supermercado, igreja --, "sobretudo a pensar nas pessoas mais idosas, com dificuldade de se moverem".

Bastou começar a distribuir propaganda eleitoral na esplanada de um café para Maria Elvira Castro, 75 anos nascidos e criados na Ajuda, lhe atirar com um rol de queixas. "Mande lavar as ruas, isto é um nojo, é só moscas", priorizou.

Também se queixou da falta de transportes, numa freguesia de onde, no passado, era fácil chegar a todo o lado: "Ao fim de semana é uma desgraça. A partir de sábado à tarde e até segunda-feira, não há nada para ninguém. Se tivermos de ir ao hospital, vamos de táxi ou a pé", explicou à Lusa, pedindo: "Metam aqui um tuk-tuk, ou lá o que é".

Assunção Cristas distribuiu beijinhos e sentou-se para conversar, na mesa do café, ouvindo pacientemente quem a ela se dirigiu, ainda que para descrever teorias da conspiração sobre vigilâncias informáticas e entradas em cérebros humanos. Afinal, como disse a própria, é esse o seu "trabalho".

Perguntando sempre aos fregueses da Ajuda se conheciam o candidato do CDS-PP à junta, que ali mora "há largos anos", a presidente do CDS-PP esbarrou à porta de um restaurante, com o dono a apresentar-se apoiante de "uma política totalmente oposta" e a aproveitar para chamar a cozinheira Anabela Matos, que, aos 60 anos, recebeu uma carta de despejo. Tem um ano para deixar a casa que foi dos pais por uma renda de cinco euros que agora já vai quase em 400.

Anabela não deixa fugir a oportunidade, sabe que não há ninguém melhor para ouvir o seu apelo "desesperado" do que a ministra responsável pela alteração da Lei do Arrendamento Urbano durante o anterior Governo (PSD-CDS-PP).

Assunção pede ao assessor que guarde o contacto da senhora e promete que a receberá no Largo do Caldas, na próxima terça-feira, mas vai avisando que o problema de Anabela é ter feito um contrato novo, há cinco anos.

"Não é um contrato antigo, mas vou inteirar-me dessa situação em concreto", repetiu, quando questionada pela Lusa. "A reforma do arrendamento protegeu os mais idosos, com mais de 65 anos, e as pessoas com carência económica", assegura, recordando que o anterior Executivo aprovou "um subsídio de renda, que, infelizmente, este Governo não aplicou, porque resolveu estender o período transitório".

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