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Autárquicas: Escalabitanos questionam candidatos sobre limpeza e "abandono" da cidade

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/09/2017 Administrator

Os candidatos à Câmara de Santarém foram hoje desafiados a dizerem como vão lidar com questões como a limpeza da cidade, os pombos que a invadem, a casa mortuária que não existe, o abandono do centro histórico e da periferia.

Uma centena de pessoas encheu a sala de exposições da Casa-Museu Passos Canavarro, situada na Alcáçova, junto ao jardim das Portas do Sol, no centro histórico de Santarém, para um debate promovido pela Fundação Passos Canavarro, em que o anfitrião, e moderador, Pedro Canavarro, optou por dar a voz ao público para questionar os seis candidatos à Câmara de Santarém nas eleições de 01 de outubro.

Fátima Venceslau, comerciante no centro histórico, falou de uma cidade "mais triste, mais pobre, mais nua, mais suja, pelos pombos e pela falta de civismo, mas também porque da Câmara Municipal nunca houve uma ação pedagógica", perguntando o que pretendem os candidatos fazer.

Do atual presidente da Câmara, e recandidato pelo PSD, Ricardo Gonçalves, ouviu o relato das "várias ações, sem resultados", para acabar com a praga dos pombos, das campanhas para acabar com os dejetos e para recolha de beatas, da necessidade de os escalabitanos assumirem o espaço público como seu.

Manuela Marques, a número dois do BE, que substituiu a cabeça de lista, Filipa Filipe - que não poderia estar à hora inicialmente marcada para o debate, às 16:00, mas que, dada a alteração da hora, para as 18:00, acabou por assistir do lado do público -, atribuiu os problemas apontados à falta de população residente no centro histórico, sugerindo a recuperação da mouraria e da judiaria, a criação de uma bolsa de habitação e de circuitos históricos para a revitalização da cidade.

Também o candidato do CDS-PP, António Rocha Pinto, apontou o regresso dos moradores como solução para os problemas do centro histórico e uma ação mais "musculada" para acabar com a praga dos pombos.

Para o candidato da CDU, José Luís Cabrita, o diagnóstico poderia estender-se à periferia da cidade. Lamentou as "experiências" que custam "centenas de milhares de euros sem se verem resultados", propondo a criação de equipas de limpeza.

Carlos Alberto Teles (PNR) defendeu a criação de uma empresa municipal para o saneamento, numa intervenção que provocou murmurinho entre a assistência, com comentários ao facto de o candidato residir em Odivelas e desconhecer o concelho a que se candidata.

"Quem nos dera que os problemas do lixo fossem só os pombos, as beatas e a falta de civismo", afirmou o candidato do PS, Rui Barreiro, para quem o sistema de recolha de resíduos de Santarém "é terceiro-mundista", um "problema prioritário a resolver", e a revitalização e reabilitação do centro histórico são a solução para a praga dos pombos.

Questionados sobre ideias para essa revitalização, Ricardo Gonçalves apontou os milhões de euros de fundos comunitários para as obras que "já estão a acontecer" e que vão fazer os comerciantes conhecer "as dores do crescimento" que se vão sentir nos próximos meses, tanto pela reabilitação de espaços públicos como pelos investimentos de privados.

Rocha Pinto afirmou que é "urgente" um plano de pormenor para o centro histórico, com incentivos para que as pessoas reabilitem casas para habitarem, porque, havendo moradores, "o comércio vem atrás".

José Luís Cabrita lembrou os "milhões de euros" gastos em planos para a cidade, afirmando ser tempo de "procurar os meios para os pôr em prática" e defendendo incentivos para a fixação de jovens no centro histórico, enquanto Carlos Teles acredita que a solução está na criação de alojamento local e na aposta no turismo.

Rui Barreiro afirmou que o dinheiro arrecadado com o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) tem de ser "devolvido à população" e que a Câmara "devia ser exemplar" na recuperação dos espaços do município e criar uma "via verde" nos licenciamentos para o centro histórico.

Desafiados por Pedro Canavarro para deixarem o seu "sonho" para a cidade, Manuela Marques apelou a que a partir das instituições ativas e das relações de proximidade se construa um sentido comunitário e Rocha Pinto preconizou que resolvendo as "pequenas coisas" se faça uma cidade melhor.

José Luís Cabrita acredita que, "conhecida a real situação financeira da autarquia", uma reorganização dos serviços camarários permitirá a prestação dos serviços essenciais à população, enquanto Carlos Teles quer criar um parque de investigação para a "biotecnologia agrícola" e um parque de diversões numa das freguesias rurais.

Rui Barreiro apontou ser "imperioso" não perder o financiamento disponível para investimentos na agroindústria, o contributo do município para "aumentar o exercício da cidadania" e conseguir para o rio Tejo um programa comunitário de investimento.

Ricardo Gonçalves quer criar em Santarém um 'cluster' de saúde e prosseguir na aposta de captação de turismo, seja pela recuperação de igrejas, já iniciada, seja pela gastronomia e pela cultura.

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