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Autárquicas: Ex-autarca de Loures Carlos Teixeira diz que André Ventura quer protagonismo

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

O antigo presidente da Câmara de Loures Carlos Teixeira acusou hoje o candidato do PSD à presidência daquele município, André Ventura, de querer "protagonismo" e "visibilidade gratuita" com declarações sobre a comunidade cigana.

"Esse senhor pretendeu protagonismo, pretendeu ter visibilidade e foi uma visibilidade gratuita. Não faz sentido aquilo que aconteceu", disse Carlos Teixeira em declarações à agência Lusa.

Falando à margem da apresentação da sua candidatura à Câmara de Lisboa, na sede do PDR, na capital portuguesa, o candidato lamentou que "o presidente Bernardino Soares não tenha dito nada".

"Ficou caladinho. Foi preciso a comunicação social ir ter com ele", referiu, justificando que a CDU está coligada com o PSD no município de Loures e que, se Bernardino Soares "ganhar e não tiver maioria absoluta, vai precisar dele".

Carlos Teixeira garantiu que "isso nunca aconteceria" consigo.

"Nem sequer havia azo a haver declarações nem a apresentar queixas-crime porque comigo todas as comunidades foram tratadas de igual modo", vincou.

Carlos Teixeira, de 60 anos, presidiu durante 12 anos (2001-2013) ao município de Loures (distrito de Lisboa) pelo PS, mas resolveu deixar os 31 anos de militância socialista para concorrer como independente à Câmara de Lisboa, apoiado pelo PDR (Partido Democrático Republicano), de Marinho e Pinto, e pelo partido Juntos pelo Povo (JPP).

Em 2008, mediante a possibilidade de uma manifestação nacional da comunidade cigana em Loures, Carlos Teixeira disse que ficaria "satisfeito se esta fosse com o objetivo de pagar as rendas em atraso ou para se inscrever num centro de emprego".

Questionado pela Lusa sobre tais afirmações, o autarca desvalorizou, salientando que nada "têm a ver" com as de André Ventura.

"Não fui eu que chamei a atenção", indicou.

Intervindo na apresentação da sua candidatura a Lisboa, sublinhou que quando deixou o concelho em Loures, em 2013, "não havia qualquer conflito entre etnias, entre raças, não havia qualquer conflito desse género".

"Infelizmente, hoje isso acontece porque as pessoas são passadas para o outro lado e há um tratamento desigual das diversas comunidades", adiantou.

Entre outras referências, André Ventura afirmou numa entrevista publicada na segunda-feira pelo jornal i que há pessoas que "vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado" e que acham "que estão acima das regras do Estado de direito", considerando que tal acontece particularmente com a comunidade cigana.

Ainda na segunda-feira, a candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Loures apresentou uma queixa-crime ao Ministério Público e à Ordem dos Advogados contra André Ventura, pelas "novas declarações racistas e xenófobas para com a comunidade cigana".

Na quinta-feira anterior, o candidato já tinha falado sobre uma alegada "excessiva tolerância com alguns grupos e minorias étnicas", numa entrevista ao portal Notícias ao Minuto, o que motivou uma queixa à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial contra o candidato do PSD/CDS-PP/PPM, por parte do candidato do BE em Loures, Fabian Figueiredo, por "declarações contra as minorias étnicas".

Em comunicado na segunda-feira, André Ventura afirmou ter criticado situações de incumprimento da lei, independentemente de questões étnicas.

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