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Autárquicas: Ex-deputado do CDS-PP Artur Rêgo critica abandono da coligação em Loures

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

O ex-deputado do CDS-PP Artur Rêgo criticou a decisão do partido abandonar a coligação com o PSD em Loures, argumentando que o cabeça-de-lista social-democrata André Ventura não foi racista, fez uma "constatação de factos".

"Eu, francamente, só vejo aqui constatações de facto", escreveu o antigo deputado eleito pelo Algarve na rede social Facebook.

Em declarações à Lusa, Artur Rêgo defendeu que a decisão de abandonar a coligação com o PSD e o PPM em Loures foi precipitada: "Discordo. Estou com a doutora Assunção Cristas, sou amigo dela, mas discordo".

"Aquilo não tem nada a ver com xenofobia, com racismo ou segregacionismo. Quem tomou a decisão [de abandonar a coligação] tem mandato para o fazer, foi eleito em Congresso. Eu também tenho legitimidade para criticar e não discordo por discordar, fundamentei a minha posição", declarou Artur Rego.

Esta posição é semelhante a várias outras ouvidas pela Lusa a dirigentes do partido, nos quais a decisão de abandonar a coligação em Loures provocou mal-estar.

"O que, com seriedade intelectual, se deveria aqui questionar, é o conceito de respeito pelos direitos e pela cultura das minorias, e como devem estas, nesse respeito, ser integradas socialmente. Se esse respeito passa por licença ilimitada para fazerem o que lhes apetece, em nome duma alegada diversidade cultural, e se ao permitirem isso, estão de facto a integrar alguém ou a perpetuarem a exclusão e a animosidade racial e xenófoba", escreveu Artur Rego no Facebook.

A distrital de Lisboa do CDS-PP anunciou na terça-feira que vai seguir "um caminho próprio" nas eleições autárquicas em Loures e expressou um "profundo incómodo" pela forma como o candidato se referiu à comunidade cigana.

O presidente do PSD, Passos Coelho, defendeu na terça-feira à noite que o candidato do partido à Câmara Municipal de Loures "clarificou a sua posição", sublinhando que o PSD não tem, nem terá posições racistas ou xenófobas.

"A clarificação que o dr. André Ventura fez de uma entrevista que deu clarifica muito bem a posição, quer dele quer do PSD, quanto à matéria. Eu estou tranquilo quanto aquilo que é a nossa posição, uma posição não racista, não xenófoba: nunca foi, não é e, atrevo-me a dizer, nunca será", afirmou o líder social-democrata.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, considerou, por seu turno, que tal posição de Passos Coelho desonra o PSD.

Entre outras referências, André Ventura afirmou numa entrevista publicada na segunda-feira pelo jornal i que há pessoas que "vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado" e que acham "que estão acima das regras do Estado de direito", considerando que tal acontece particularmente com a comunidade cigana.

Ainda na segunda-feira, a candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Loures apresentou uma queixa-crime ao Ministério Público e à Ordem dos Advogados contra André Ventura, pelas "novas declarações racistas e xenófobas para com a comunidade cigana".

Na quinta-feira, o candidato já tinha falado sobre uma alegada "excessiva tolerância com alguns grupos e minorias étnicas", numa entrevista ao portal Notícias ao Minuto, o que motivou uma queixa à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial contra o candidato do PSD/CDS-PP/PPM, por parte do candidato do BE em Loures, Fabian Figueiredo, por "declarações contra as minorias étnicas".

Em comunicado na segunda-feira, André Ventura afirmou ter criticado situações de incumprimento da lei, independentemente de questões étnicas.

"O que preocupa a candidatura são questões de segurança e cumprimento da lei, na defesa do património público e das pessoas de bem, independentemente da raça ou etnia. [...] Boa parte das pessoas que fica muito incomodada quando são denunciadas estas situações nunca se deslocou a algumas dessas zonas e não tem ideia do 'barril de pólvora' que lá se vive diariamente", defendeu.

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