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Autárquicas/Funchal: Candidatura de Rui Barreto (CDS-PP) é "dever de cidadania"

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/09/2017 Administrator

O presidente do grupo parlamentar do CDS-PP na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) e candidato à presidência da Câmara do Funchal, Rui Barreto, assume a candidatura como um "dever de cidadania" para com a cidade onde nasceu.

"O que me motiva a candidatar-me é um dever cívico que se impõe de exercício de cidadania e um apelo no sentido de dar o meu contributo à minha cidade", explica à agência Lusa o ex-deputado à Assembleia da República (de 2012 a 2015) e presidente da Assembleia Municipal de Santana.

No parlamento, ao contrário do acordo de coligação PSD/CDS, votou por duas vezes contra o Orçamento do Estado.

O candidato à presidência do maior concelho do arquipélago da Madeira nas autárquicas de 01 de outubro nasceu a 16 de setembro de 1976, na freguesia de São Pedro, no Funchal, mas viveu entre o norte (Santana e São Vicente), o oeste (Ponta do Sol) e a capital (Funchal) da ilha madeirense.

Neste último concelho, passou por Santa Maria Maior, Santo António, Sé e São Martinho.

"Eu sou um cidadão da cidade, mantenho com ela uma relação muito próxima. Já vivi em quatro das suas dez freguesias, já fui vereador durante quase um ano [entre outubro de 2010 e julho de 2011] em regime de substituição, pelo que conheço razoavelmente bem a sua realidade, os seus problemas e sinto que lhe posso dar um contributo positivo", justifica.

Licenciado em Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Línguas e Administração, Rui Barreto diz ter uma visão "integrada da cidade, que vai do mar à serra, mas que padece de vários problemas, com várias necessidades e assimetrias que devem ser reduzidas ou atenuadas".

"Há uma cidade muito mais virada para o comércio, para o imobiliário, para os serviços e para o turismo, mas há igualmente uma cidade que não pode ser nunca esquecida, que são as zonas altas", observa.

Acessibilidades, saneamento básico, medidas sociais dirigidas a jovens e idosos, acesso à cultura e ao desporto, empreendedorismo e dinamização de indústrias criativas, reabilitação urbana, valorização do património e criação de novas centralidades são temas a que está atento.

O deputado à ALM preconiza, por exemplo, a dinamização da zona central funchalense e uma negociação tripartida (Câmara, Governo Regional e Governo da República) para que alguns edifícios do poder central na Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses (Alfândega, GNR e Autoridade Marítima) possam ser transferidos para a responsabilidade da autarquia.

O objetivo é que esta os possa pôr à disposição de privados, mediantes concursos públicos, concessionando-os para comércio, hotelaria e turismo.

"Queremos uma Câmara dotada de um Plano Diretor Municipal, documento que não existe nesta vereação [governada pela coligação "Mudança", constituída pelo PS, BE, MPT, PAN e PTP)", denuncia.

Rui Barreto defende o desagravamento fiscal e remete a angariação de receitas para as verbas das transferências do Estado, das taxas e emolumentos, mas, sobretudo, através da captação de investimento.

Com 41 anos, casado, Rui Barreto é desde 2011 deputado à ALM, onde é membro da Comissão de Política Geral e Juventude e da Comissão Permanente.

Na Assembleia da República, foi membro efetivo da Comissão dos Assuntos Europeus e da Comissão de Economia, e vice-presidente do Grupo de Amizade Portugal - Venezuela.

Foi ainda gestor na Empresa de Eletricidade da Madeira e consultor júnior na empresa Tracy International.

São candidatos à presidência da Câmara Municipal do Funchal, na Madeira, Rubina Leal (PSD), Rui Barreto (CDS-PP), Artur Andrade (CDU), o atual presidente, Paulo Cafôfo (PS/BE/JPP/PDR/Nós, Cidadãos!), Gil Canha (PPM/PURP), Raquel Coelho (PTP), Jorge Santos (PCTP/MRPP) e Roberto Vieira (MPT/PPV-CDC).

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