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Autárquicas/Funchal: Oito candidatos tentam conquistar maior Câmara da Madeira

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/09/2017 Administrator

O confronto eleitoral entre o socialista Paulo Cafôfo, que liderou a coligação Mudança e destronou pela primeira vez o PSD na Câmara do Funchal, e a ex-secretária de Assuntos Sociais Rubina Leal (PSD) vai marcar as autárquicas no concelho.

Este cenário começou a desenhar-se na sequência da atuação dos dois responsáveis pela Proteção Civil municipal e regional, respetivamente, nos incêndios que ocorreram no Funchal, em agosto de 2016.

Nas eleições de 2013, Paulo Cafôfo encabeçou a coligação Mudança (PS, BE, PTP, PND, MPT e PAN) que conseguiu "fazer jus" ao nome e retirou a maioria que os sociais-democratas detinham desde o 25 de Abril no Funchal, assegurando cinco dos 11 mandatos no município funchalense.

Nesse ato eleitoral, o PSD ficou com quatro vereadores, enquanto o CDS e o PCP conseguiram um representante cada na vereação do Funchal, o principal concelho da Região Autónoma da Madeira.

Nas próximas eleições autárquicas, que se realizam a 01 de outubro, Paulo Cafôfo, um professor que nasceu no Funchal, em 1971, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, volta a ser o cabeça de lista Mas por uma nova coligação.

O projeto é denominado "Confiança', sendo composto pelo PS, BE, JPP, PDR e o Nós, Cidadãos!. Esta conjugação de forças já não conta com o apoio do MPT, PTP e ex-PND.

Paulo Cafôfo tem como principal adversária a social-democrata Rubina Leal, que pediu a exoneração do cargo de secretária da Inclusão e Assunto Sociais do governo madeirense, uma mulher que conhece bem os "cantos da casa" na câmara do Funchal, porque fez parte da equipa de Miguel Albuquerque [atual presidente do executivo regional] durante dois mandatos, entre 2005 e 2013.

Natural do Funchal, com 50 anos, Rubina Leal declara ser uma mulher que "assume desafios" e é conhecida devido à sua ação nas áreas sociais.

Quanto ao CDS-PP, aposta no seu deputado e líder parlamentar na Assembleia da Madeira, Rui Barreto, nascido em 1976, no Funchal, um gestor que promete dar ao concelho o que este "merece".

A CDU (PCP/PEV) renova o apoio no seu atual vereador, o advogado Artur Andrade, defendendo o partido "um novo rumo para o Funchal".

O ex-dirigente e atual deputado do extinto PND, Gil Canha, é o cabeça de lista de um outro projeto, o movimento "Funchal Forte" constituído pelo Partido Popular Monárquico (PPM) e pelo Partido da União dos Reformados e Pensionistas (PURP).

Gil Canha integrou no início a vereação de Paulo Cafôfo, mas entrou em rota de colisão com o presidente do município quando o autarca decidiu redistribuir pelouros seis meses depois de tomar posse e acabou por abandonar a coligação Mudança.

Declarando que recusa "levar o PS ao colo", o MPT deixou de apoiar a coligação que derrotou o PSD e coligou-se com o Partido Cidadania e Democracia Cristã (PPV/CDC), apresentando o seu dirigente regional, Roberto Vieira, como candidato do projeto denominado Nova Mudança.

O PTP também optou por concorrer com uma lista própria encabeçada por Raquel Coelho, dirigente e filha do deputado José Manuel Coelho.

O operário mecânico reformado Jorge Manuel dos Santos é o candidato do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses/Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (PCTP/MRPP) e propõe uma "nova política" para o Funchal.

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