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Autárquicas/Funchal: Raquel Coelho (PTP) quer governação da cidade ao serviço dos munícipes

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/09/2017 Administrator

A candidata do Partido Trabalhista Português (PTP) à Câmara do Funchal nas eleições de 01 de outubro, Raquel Coelho, defende "uma governação" que não esteja subjugada aos interesses político partidários e ao poder económico.

Com 29 anos e sendo gestora bancária de profissão, Raquel Coelho, filha do dirigente do PTP José Manuel Coelho, aponta que a sua candidatura "surge da necessidade de querer dar continuidade ao trabalho que o PTP tem vindo a desenvolver na Região".

"Queremos um 'Funchal para todos', uma governação autárquica focada na resolução dos problemas da cidade. Queremos uma autarquia ao serviço dos funchalenses e que não esteja subjugada aos interesses político partidários e ao poder económico", disse a cabeça de lista trabalhista à agência Lusa.

A candidata, que também ocupa o lugar de deputada que o partido tem na Assembleia Legislativa da Madeira, em regime de rotatividade com José Manuel Coelho e Quintino Costa, recorda que, em 2013, foi alcançado "um marco histórico, que foi acabar com a hegemonia do PSD, um partido que graças às maiorias absolutas que foi obtendo acomodou-se ao poder e rodeou-se de vícios".

"Nas últimas autárquicas saímos vitoriosos, mas o problema é que o projeto [da coligação] 'Mudança' foi capturado e desvirtuou-se daquele que era o seu objetivo inicial", opinou.

Argumentou que "o senhor professor Paulo Cafofo [atual presidente da Câmara do Funchal] não correspondeu às expectativas".

No seu entender, o principal município da Região Autónoma da Madeira "tornou-se uma agência de emprego do PS e uma central de favores em busca de aglutinar apoios políticos em torno da atual vereação".

Também censurou "o financiamento descarado dos órgãos de comunicação social, que impingiu à população um trabalho e uma câmara que não existe".

Raquel Coelho salienta que a sua candidatura pretende "acabar com a dualidade de critérios que existe por parte da Câmara do Funchal" em matéria de construção.

Para a candidata do PTP, "neste momento a palavra de ordem é a segurança das populações", depois dos desastres naturais que têm ocorrido nos últimos anos, os incêndios e o temporal 20 de fevereiro de 2010, e mais recentemente com a tragédia no Monte, onde a queda de uma árvore provocou 13 mortos e cerca de 50 feridos.

"A principal preocupação é fazer do Funchal uma cidade mais segura. E nesse aspeto a atual vereação falhou", vincou.

A cabeça de lista sustenta ser preciso "aprender com os erros cometidos no passado e apostar na prevenção para evitar tragédias no futuro", defendendo a necessidade de uma "política de ordenamento do território urbano, semiurbano e florestal mais firme, para as futuras construções".

Raquel Coelho realça que os riscos podem ser minimizados com a construção de "zonas de corta fogo entre a floresta e as habitações e construir tanques de armazenamento de águas pluviais".

Também censura o "descuido" observado na cidade, expressando que o presidente do município "esteve muito focado em voos mais altos para chegar à presidência do Governo Regional e descurou aquelas que são as necessidades mais básicas da cidade".

Na área social, propõe, entre outras medidas, a criação de um complemento de reforma no valor de 100 euros mensais para os idosos que auferem baixas reformas e a criação de um gabinete de consulta jurídica aos funchalenses.

São candidatos à presidência da Câmara Municipal do Funchal, na Madeira, Rubina Leal (PSD), Rui Barreto (CDS-PP), Artur Andrade (CDU), o atual presidente, Paulo Cafôfo (PS/BE/JPP/PDR/Nós, Cidadãos!), Gil Canha (PPM/PURP), Raquel Coelho (PTP), Jorge Santos (PCTP/MRPP) e Roberto Vieira (MPT/PPV-CDC).

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